Ele foi resgatado da natureza com problemas de saúde, atividades cognitivas afetadas e não conseguia se locomover com as patas traseiras. Reabilitado e com uma prótese com rodinhas, o “Bolinha”, uma espécie de tatu-galinha, pôde voltar a andar.
O “Bolinha”, apelido dado ao “tatu-galinha”, recebeu o equipamento desenvolvido por técnicos do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM), em parceria com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídrico (Iema). Com esta prótese, o animal pôde voltar a ter qualidade de vida, podendo se locomover e, sozinho, desenvolver atividades básicas como a alimentação.
O Ipram é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada por profissionais das ciências biológicas e medicina veterinária, trabalhando na reabilitação de animais resgatados em estado de debilidade para a devolução ao ambiente natural.
De acordo com o Ipran, este equipamento foi criado específicamente para o “Bolinha”, respeitando a característica de cada animal. “Cada animal em reabilitação possui suas particularidades e o Ipram/Iema fazem o possível para devolver a qualidade de vida a esses animais. Se algum outro animal precisar de rodinhas, sim, será atendido, porém, não é uma regra, depende de cada caso específico”, explicou o instituto, por nota.
No caso de “Bolinha”, ele não deve ser devolvido à natureza, por conta da prótese. Segundo o instituto, o animal será encaminhado para um zoológico, onde pode receber os devidos cuidados.

