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GRAVIDEZ

Técnicas que ajudam no parto normal

Entre as orientações dos especialistas para esse tipo de parto estão a acupuntura, a caminhada e a hidroginástica

A empresária Luciana Fiorin está em sua segunda gestação, com 38 semanas

Última atualização

De janeiro a maio deste ano, 5.924 mulheres optaram pelo parto normal no Estado, uma média de 1.481 procedimentos por mês. Em 2021, o número foi ainda maior: 1.739 partos realizados mensalmente sem intervenção cirúrgica. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde. 

Médicos explicam que o parto normal pode acontecer de forma espontânea ou pode ser estimulado por técnicas específicas, que ajudam na gestação.

Entre as técnicas que estimulam o trabalho de parto normal estão a acupuntura, a realização de atividades físicas como caminhadas e hidroginástica, além do sexo.

A acupunturista especializada em saúde da mulher Lívia Meggiolaro afirma que a técnica pode somar em todas as etapas da gestação, desde as primeiras semanas.

“A acupuntura pode reduzir quadros de enjoos que são comuns no primeiro trimestre da gestação, bem como reduzir dores, reduzir inchaços e melhorar o sono. É também indicada para ‘virar’ o bebê em caso de apresentação pélvica, facilitando o parto normal”.

A ginecologista Bianca Nunes indica que atividades como a caminhada, pilates e hidroginástica também fortalecem músculos que auxiliam durante o parto.

“São atividades que aumentam a resistência cardiovascular, fortalecem os músculos e articulações e, desta forma, ajudam a reduzir o inchaço da gravidez, bem como fortalecem a musculatura pélvica, tão exigida no trabalho de parto”.

A ginecologista Anna Bimbato afirma que o sexo também pode desencadear o início das contrações, sendo recomendado depois das 40 semanas de gestação. “Ele ajuda na produção de prostaglandinas, que são estímulos essenciais durante a contração uterina”. 

Para a presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Espírito Santo (Sogoes), Lúcia Helena Mello, o parto normal, em relação à cirurgia cesariana, costuma gerar menos complicações tanto para a mãe, quanto para a criança.

“É mais simples nesse tipo de procedimento que o bebê nasça e em pouco tempo já esteja no colo da mãe, favorecendo esse vínculo materno com a criança”.

Acupuntura para aliviar sintomas

 













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A empresária Luciana Fiorin, de 34 anos, está em sua segunda gestação, com 38 semanas. Pela boa experiência da primeira vez, ela buscou novamente a acupunturista Lívia Meggiolaro para auxiliar no processo.

Segundo Luciana, a acupuntura ajudou em vários momentos das duas gestações. “Melhorou a qualidade da gestação, aliviando sintomas incômodos como enjoos e tornando o trabalho de parto mais leve”.

Lívia acompanha toda a trajetória de Luciana e conta que o primeiro filho da paciente nasceu com 41 semanas, em um parto sem intervenções. “Trabalhamos desde o início da gestação e observamos que a acupuntura foi fundamental para o desfecho positivo”, afirma a acupunturista.

Recomendações para o pós-parto

A Organização Mundial da Saúde lançou no dia 30 de março deste ano as primeiras diretrizes globais para garantir o apoio tanto às mulheres quanto aos recém-nascidos no período pós-natal. São mais de 60 recomendações pós-parto no documento.

Entre elas estão a atenção de alta qualidade nas unidades de saúde durante as primeiras 24 horas após o procedimento; identificação e resposta aos sinais de risco que possam necessitar urgência no tratamento de mãe e recém-nascido, além de análises contra depressão e ansiedade materna.

Para a presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Espírito Santo (Sogoes), Lúcia Helena Mello, a primeira hora após o parto é muito importante para um processo de recuperação adequado.

“Esse é o período quando o útero se contrai para evitar o sangramento. Se ele não tiver uma boa contração, a paciente pode ter esse processo acentuado. É importante também ficar atento para não ter coágulos no útero”.

A ginecologista Bianca Nunes chama a atenção para a rede de apoio à gestante no puerpério, que pode ser um caminho mais tranquilo para a superação de um período intenso como o pós-parto.

“A mãe tem períodos de privação do sono, pode sofrer depressão pós-parto causada também por uma rotina intensa e uma série de consequências. Por isso, é essencial contar com esse círculo de ajuda para ter o melhor acompanhamento possível”, explica.


SAIBA MAIS


Acupuntura

  • Ajuda a reduzir enjoos comuns nos três primeiros meses de gestação, além de dores e inchaços. 
  • É capaz de facilitar também o parto normal, “virando” o bebê quando ele está em uma posição desfavorável para o procedimento.

Atividades físicas

  • Exercícios como caminhada, pilates e hidroginástica fortalecem a musculatura pélvica, bastante exigida trabalho de parto, por exemplo.

Sexo

  • A atividade sexual pode gerar estímulos fundamentais durante as contrações. É recomendado depois das 40 semanas de gestação.

Fonte: Especialistas consultadas.

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