
Nesta quarta-feira (16), o médico chegou ao posto para trabalhar às 7h30 e solicitou uma sala para atendimentos. Ele então foi orientado a esperar e que iria atender na sala da coordenação. Duas horas depois, ele foi informado, por telefone, que deveria comparecer na sede da Secretaria de Saúde.
À equipe da TV Tribuna/SBT o médico se defendeu. “A minha revolta foi em cima de material. Não ofendi ninguém. Mas a minha vontade, em outra situação, talvez fosse diferente”, afirmou.
Ao ser comunicado que não poderia atender, Aurédio Couto afirmou que não iria à Secretaria de Saúde e que, em breve, voltaria à unidade. “Mesmo que me mande embora, eu vou estar sempre aqui, atendendo ao público”, afirmou o médico, que é um dos primeiros profissionais cadastrados na rede municipal.
Resposta do município
Em nota, a Prefeitura de Cariacica disse que “tentou entrar em contato com o médico, mas não conseguiu”. Diante disso, a suspensão temporária – à partir desta quarta-feira (16) foi comunicada à família do profissional.
A Prefeitura informou ainda que foi aberto um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e definir quais serão as medidas cabíveis. Só ao final deste processo, será avaliado se o médico voltará ou não ao serviço.
Sobre a falta de materiais para consulta, a prefeitura explicou que o profissional deve fazer o pedido junto à Direção da Unidade, que encaminhará a solicitação para o almoxarifado.