A universitária Letícia Rangel Lourenço, de 20 anos, ainda se recupera do susto depois de ter o pescoço cortado por uma linha chilena enquanto andava de moto por um bairro de Guarapari.
A jovem voltava para casa, por volta de 15h do último domingo (15), e ao reduzir a velocidade para passar em um quebra-molas, foi atingida pela linha que estava envolvida em uma placa.
“Não imaginei que a linha tivesse atingido o pescoço. Parei a moto porque vi quando a linha passou pelo capacete. Comecei a puxar e tinha quase uns três metros. Quando olhei pelo retrovisor, vi meu pescoço sangrando”, relata Letícia.
A universitária precisou procurar atendimento médico, já que o corte foi profundo e o sangramento não estancava. Um curativo foi feito, e não foi preciso levar pontos.
A linha chilena tem um poder de corte quatro vezes maior do que o cerol, e transforma a simples brincadeira de soltar pipa, em um verdadeiro perigo.
No Estado, a fabricação e comercialização e uso de cerol ou produto semelhante, é proibido por lei.
Preocupada com as linhas deixadas em vias públicas, a universitária faz um alerta aos motociclistas para colocarem antenas, para evitar acidentes desse tipo.
“Não é bonito colocar uma antena na moto, mas pode salvar uma vida. Por isso, vou colocar e recomendo”, diz.
Casos
Em Santa Catarina, uma mulher de 34 anos morreu após ser atingida no pescoço por uma linha com cerol na BR-282. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a vítima estava em uma moto e foi atingida pela linha. O caso aconteceu em julho de 2019.
Um jogador de futebol de 15 anos, Gabriel Lucas Alves do Nascimento, teve que amputar a perna esquerda, após ser atingido por uma linha chilena em Betim (MG). Ele caminhava na calçada quando a linha, que estava presa à roda de um veículo, acertou sua perna.
