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Vai soltar fogos de artifício? Veja os riscos e previna acidentes

Mesmo com a pandemia, reuniões menores devem acontecer nesta quinta-feira (31), para celebrar a virada de ano. Como alguns municípios optaram por ...

Tielly Aymi, dona de loja de fogos de artifício: "As vendas aumentaram em torno de 20%"

Última atualização

Mesmo com a pandemia, reuniões menores devem acontecer nesta quinta-feira (31), para celebrar a virada de ano. Como alguns municípios optaram por cancelar a tradicional queima de fogos de artifício nas praias, há quem esteja planejando soltar na rua ou até mesmo em casa. Diante disto, o Corpo de Bombeiros está em alerta para possíveis acidentes.

Neste período do ano, acidentes são comuns de acontecer, principalmente casos relacionados à queima de fogos de artifício, de acordo com o assessor adjunto de Comunicação do Corpo de Bombeiros, capitão Vinícius Pedroni. Com as pessoas mais em casa, devido à Covid-19, o risco este ano é ainda maior, segundo ele.

“Nossa preocupação é que os acidentes aumentem, pois as pessoas podem fazer uso de fogos dentro de casa, já que, desta vez, não haverá fogos na praia”, disse.

Entre os acidentes mais comuns causados pelo uso de fogos de artifício, estão amputação de dedos e das mãos, perda de audição, queimaduras e lesões na face. Isto sem falar no risco de causar incêndio.

“O problema é que, às vezes, a pessoa pode manusear de maneira errada e acabar apontando para um prédio, um carro, uma fiação elétrica”, explicou. 

Para evitar acidentes na virada, ele recomenda, antes de tudo, que não haja exagero nos fogos.

Segundo Vinícius Pedroni, em casos de o pavio falhar, a recomendação é não reutilizá-lo, mas jogar água em cima e descartar o foguete. Em vez de utilizar as mãos para soltar os fogos, deve-se usar uma plataforma de lançamento, onde o produto seja encaixado.

Outra recomendação do Corpo de Bombeiros é não comprar fogos de artifício em camelôs, mas em comércio especializado.

“O ideal é comprar fogos em lojas especializadas, pois os vendedores podem explicar como soltar da forma correta, como manusear, além de falar sobre os tipos de fogos”, disse Pedroni.

O capitão reforçou que, na virada do ano, o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo não vai parar e estará de prontidão para o atendimento à população durante 24 horas. Em caso de acidentes, os agentes podem ser acionados pelo telefone 193.

Coloridos são os mais procurados

Apesar da pandemia de Covid-19, a proprietária de uma loja de fogos de artifício, em Vila Velha, registrou aumento nas vendas. Segundo Tielly Aymi, os mais procurados são os fogos coloridos. “As pessoas, mesmo em casa, continuaram comprando fogos. As vendas aumentaram em torno de 20%. Os mais vendidos são kits mais tranquilos, coloridos”, destacou Tielly. Ela informou que os fogos podem ser comprados a partir de R$ 10,90.

Tielly Aymi, dona de loja de fogos de artifício: "As vendas aumentaram em torno de 20%" (Foto: Kadidja Fernandes/AT)


SAIBA MAIS


Ocorrências mais comuns envolvendo festas de fim de ano

  • Entre as ocorrências mais comuns, segundo o Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, estão a amputação dos dedos e das mãos, perda de audição, queimaduras, lesões na face e incêndio.
  • Esses acidentes podem acontecer por meio do uso de fogos de artifício.

Outra ocorrência comum é o afogamento.

  • Segundo os Bombeiros, alguns casos de afogamentos estão ligados ao consumo de bebida alcoólica. Pessoas entram bêbadas no mar e se afogam.

Maneiras mais seguras de usar fogos de artifício

  • O principal é comprar fogos de artifícios em lojas especializadas.
  • Os vendedores em lojas próprias para a venda de fogos podem ensinar como manusear de forma correta, indicar produtos e fazer as orientações necessárias.
  • Em vez de usar as mãos para soltar os fogos, o ideal é utilizar uma plataforma de lançamento, também vendida em lojas especializadas.
  • Com a plataforma, é possível encaixar o foguete na haste. Depois, basta acender e se afastar.
  • Para o manuseio do rojão, o recomendado é deixar o produto no chão e acendê-lo no solo, se afastando em seguida.
  • A utilização das mãos faz com que a pessoa demore mais para lançar o produto para longe, podendo acontecer a explosão perto do corpo, principalmente na face e nos ouvidos, devido ao movimento.
  • Caso o foguete ou o rojão falhar, não se deve tentar reutilizá-lo.
  • O ideal é jogar água no produto e depois descartá-lo.

O que não fazer

  • Não comprar fogos de artifício em camelôs.
  • Os produtos podem estar adulterados e com a validade vencida.
  • Evitar usar as mãos para soltar os fogos e rojões.
  • No caso dos fogos, as lojas especializadas oferecem plataformas para apoiar o produto, fazendo com a prática seja mais segura e com menos contato.
  • Com os rojões, usar as mãos pode retardar o tempo para lançar o produto para longe e a bomba estourar perto do corpo.
  • Evitar soltar fogos e rojões em locais fechados, próximo de carros, prédios e fiação elétrica. Caso acerte, pode causar incêndios e prejuízos muito maiores.
  • Não ingerir bebida alcoólica e manusear fogos de artifício.
  • Com a ingestão de bebida alcoólica, a pessoa corre o risco de não ler as instruções para soltar os fogos e manusear o produto da forma errada, podendo ocasionar em um acidente.
Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo.

Cadastro obrigatório para compra de foguetes

A chegada das festividades de fim de ano, comumente acompanhadas de fogos de artifício, relembra que, para a compra desses itens, é obrigatório que o cliente faça um cadastro no estabelecimento.

Uma lei foi sancionada pelo governador Renato Casagrande e publicada no Diário Oficial no dia 15 de julho deste ano. Com isso, as lojas que vendem fogos de artifício devem fazer o cadastro de todos os clientes.

Com esse cadastro, os estabelecimentos devem repassar as informações dos clientes para as polícias Civil e Militar. Mesmo assim, o processo de cadastramento é feito rapidamente e leva poucos minutos para ser concluído.

O cliente deve informar dados pessoais, como Cadastro de Pessoa Física (CPF), Registro Geral (RG), endereço de onde mora e uma foto, que alguns locais tiram na hora da compra.

Vale lembrar que, caso o estabelecimento não cumpra a lei, o local pode ser multado em 1.000 Valores de Referência do Tesouro Estadual (VRTEs), o que é equivalente a R$ 3.508,40. Em caso de reincidência no descumprimento da lei, o valor da multa é dobrado.

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