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Vídeo: Leito do rio Santa Maria do Doce seca em Santa Teresa

Imagens feitas por um morador da região da bacia do rio Santa Maria do Doce, em Santa Teresa, mostram que a corrente do principal rio do município ...

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Rio Santa Maria do Doce antes da seca (Foto: Divulgação/Esmael de Oliveira)

Imagens feitas por um morador da região da bacia do rio Santa Maria do Doce, em Santa Teresa, mostram que a corrente do principal rio do município não existe mais. Em um vídeo cedido pelo jornal local STN Notícias, a pessoa mostra o que sobrou na base da barragem: uma pequena corrente com centímetros de largura e terra.

No topo da barragem, a superfície da água restante está coberta por uma vegetação comum em locais contaminados por esgoto.

Assista:

Questionada, a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) afirma que a bacia já é sensível à seca, devido à geografia da região, e o “estoque” de água para irrigação pode agravar a situação, se a quantidade retirada pelos produtores for maior que a permitida pela agência. A Agerh também afirma que o governo criou um esquema de rodízio para a captação dessa água.

Um dos afluentes do Rio Santa Maria, o córrego São Sebastião  está totalmente seco (Foto: Divulgação/Charles Madalon)“Além disso, a captação está em restrição, passando por rodízio, em uma área da bacia (Santa Teresa e São Roque do Canaã), justamente por causa da falta d’água no Rio Santa Maria do Doce. Um trecho da zona rural de Santa Teresa (sub bacias Tabocas, Cinco de Novembro e Vinte e Cinco de Julho) está inserido nesta área de restrição de uso, conforme resoluções emitidas pela Agerh nos meses de julho e agosto. Portanto, os agricultores localizados na região devem obedecer aos critérios de rodízio na captação de água para irrigação de lavouras”, diz a Agerh. 

Em entrevista ao STN, um técnico em meio ambiente não identificado falou sobre esse acordo de alternância de irrigação proposto pelo Governo do Estado:

“Com o alarme da falta de água, em vez de os produtores racionarem o uso, o efeito foi contrário, todos começaram a captar com medo de ficar sem água, é triste constatar que todos só pensam em si. O restante de água que fica represada está tomada pela gigoga (uma planta aquática que cobre o espelho dágua), o que significa que existe muita matéria orgânica e minerais na água, o que pode ser um indicador de esgoto lançado no manancial”.

Esmael Paulo de Oliveira é ambientalista e também falou com STN sobre a situação atual do rio e de quem depende dele para viver. 

”As nascentes e córregos tributários do rio foram devastados e hoje é esse o resultado, mas mesmo vendo a catástrofe, as pessoas não se preocupam em preservar. Já acionei o Iema e o órgão prometeu vir aqui esta semana para uma análise e possível trabalho de sensibilização no uso do rio (…) Nesse momento é necessário que todos colaborem e façam uso racional da água para que possamos passar por essa fase difícil e preocupante”.

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