Imagens feitas por um morador da região da bacia do rio Santa Maria do Doce, em Santa Teresa, mostram que a corrente do principal rio do município não existe mais. Em um vídeo cedido pelo jornal local STN Notícias, a pessoa mostra o que sobrou na base da barragem: uma pequena corrente com centímetros de largura e terra.
No topo da barragem, a superfície da água restante está coberta por uma vegetação comum em locais contaminados por esgoto.
Assista:
Questionada, a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) afirma que a bacia já é sensível à seca, devido à geografia da região, e o “estoque” de água para irrigação pode agravar a situação, se a quantidade retirada pelos produtores for maior que a permitida pela agência. A Agerh também afirma que o governo criou um esquema de rodízio para a captação dessa água.

Em entrevista ao STN, um técnico em meio ambiente não identificado falou sobre esse acordo de alternância de irrigação proposto pelo Governo do Estado:
“Com o alarme da falta de água, em vez de os produtores racionarem o uso, o efeito foi contrário, todos começaram a captar com medo de ficar sem água, é triste constatar que todos só pensam em si. O restante de água que fica represada está tomada pela gigoga (uma planta aquática que cobre o espelho dágua), o que significa que existe muita matéria orgânica e minerais na água, o que pode ser um indicador de esgoto lançado no manancial”.
Esmael Paulo de Oliveira é ambientalista e também falou com STN sobre a situação atual do rio e de quem depende dele para viver.
”As nascentes e córregos tributários do rio foram devastados e hoje é esse o resultado, mas mesmo vendo a catástrofe, as pessoas não se preocupam em preservar. Já acionei o Iema e o órgão prometeu vir aqui esta semana para uma análise e possível trabalho de sensibilização no uso do rio (…) Nesse momento é necessário que todos colaborem e façam uso racional da água para que possamos passar por essa fase difícil e preocupante”.
