Susto e prejuízo a caminho do trabalho. Foi isso que aconteceu com o analista de sistema Eduardo Portela, na manhã desta sexta-feira (26). Ele relatou que seguia em seu carro para o trabalho na Enseada do Suá, em Vitória, quando teve o veículo apedrejado por uma mulher. A ação foi gravada pela câmera de segurança fixada no para-brisa do carro.
Segundo Eduardo, o caso aconteceu às 8h20, quando ele passava no cruzamento das avenidas Cezar Hilal e Leitão da Silva, próximo a Secretaria de Estado da Educação (Sedu). O motorista parado no sinal de trânsito, quando viu a mulher jogar uma pedra em um ônibus do Transcol.
“Vi a cena da mulher jogando a pedra no ônibus. Imaginei que a pedrada seria para o ônibus por não ter deixado ela entrar ou algum motivo desses. Não me atentei que ela pudesse jogar pedra em todos os carros que estavam passando”, disse ele.
O sinal abriu para o motorista e ele saiu com o carro. Nesse momento, a mulher arremessou outra pedra em direção a rua e Eduardo parou no meio do cruzamento para não ter o carro atingido. “Na hora, pensei que essa ela estava descontrolada e parei. Por conta do trânsito atrás, não tinha como dar ré. Era avançar ou ficar parado e esperar outra pedrada também. Tentei avançar, mas deu tempo dela pegar a pedra no chão e arremesar no meu caro”, relatou o analista de sistema.
A pedra atingiu o vidro da frente do carro, Eduardo parou metros depois e desceu do veículo. “Uma pessoa conseguiu conter ela. Um guarda de trânsito também segurou ela, chegou a colocar ela no chão. Ela estava descontrolada, gritando, falando que ia matar. Quando falei com ele para prender ela, o guarda falou que não podia nem algemar”, disse ele.
Eduardo relatou que, diante da situação, voltou para o carro e foi para o trabalho. Agora, ele disse que procurar uma loja para avaliar de quanto foi o prejuízo causado pela pedrada no vidro do veículo.
A Secretaria de Segurança Urbana de Vitória informou, em nota, que a viatura que estava próximo ao local era do Grupamento de Trânsito, que atua desarmado.
“Em questões relacionadas à segurança, os guardas de trânsito devem sempre solicitar o apoio da Guarda Comunitária, que anda armada, ou da própria Polícia Militar. No caso que aconteceu nesta manhã, o correto seria o agredido/vítima ter aguardado no local e demonstrado interesse em seguir até a delegacia para registrar a ocorrência”, diz a nota.