Por Luciana Pimentel
Aqueles sorrisões gostosos dão lugar a birras, gritos e enfrentamentos. Aos dois anos, a criança entra em uma espécie de adolescência e começa a questionar os pais sobre tudo. Além disso, passa a querer que sua vontade prevaleça. No calor do momento, muitos pais entram na onda dos pequenos, também levantam a voz e até os colocam de castigo.

“A criança começa a se reconhecer como indivíduo e ter autonomia nas coisas que faz e nas vontades que tem. Quando o desejo dela é negado, faz birra, acaba batendo nos pais, falando não, gritando e se jogando no chão, porque, apesar de estar desenvolvendo a autonomia, ainda é extremamente imatura”.
A médica lembrou que “entrar na dança” e gritar junto não é a melhor opção. “A explicação sobre a negativa deve ser dada somente depois que o choro e os gritos acabarem. Nunca deixar passar, porque senão ela não sabe o que é errado ou certo. E não ceda! Se ela fizer birra e você der o que ela queria para que pare de chorar, ela entenderá que é assim que vai ganhar as coisas e as birras vão piorar”.

“A criança vai entender que os atos dela têm consequências”, ensinou a especialista.

Dificilmente digo só o não, eu converso sobre tudo e criei uma relação de confiança com ela. Percebo que, quando a Lara se sente respeitada, ela fica calma e é mais fácil negociar”, contou a mamãe.
Lívia faz uma abordagem firme, porém assertiva com a pequena. “Envolvo a Lara nas tarefas, ela já faz tudo comigo. Quando a criança se sente parte da família e útil, fica mais tranquila”, avaliou.
A mãe também avalia a real necessidade do não. “Dificilmente digo só que ela não pode fazer alguma coisa, porque é aí que rola a pirraça. Explico sempre o motivo do não e, assim, estabelecemos uma relação de confiança. Não há necessidade de embates”, lembrou.

