
Olhos vidrados o tempo inteiro nas telas do celular, tablet e computador, e tudo isso aliado ao ar-condicionado, que com esse calorão se tornou um equipamento indispensável em casa, no trabalho e no carro. Por essa razão, cresce o número de casos de pessoas que reclamam do olho seco nos consultórios médicos.
Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR) e da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), a oftalmologista Damaris Faian Bueno explicou que essa condição é caracterizada por sintomas que causam grande desconforto e reduzem a qualidade de vida do paciente.
“Como o próprio nome sugere, o olho fica seco (com ausência de lágrima), vermelho e irritado. Coceira, sensação de areia nos olhos, visão embaçada e sensibilidade à luz também fazem parte do problema”.
Ela lembrou que os olhos secos são um indicativo de que não estão sendo lubrificados o suficiente, falha que também pode ser desencadeada por outros fatores, como o envelhecimento, alguns medicamentos, baixa umidade do ar, tempo quente, entre outros.
Para evitar o problema, a oftalmologista indica o uso de umidificador de ar. “Caso não o possua, uma toalha com água em uma bacia já é suficiente para melhorar o ambiente e ressecar menos a mucosa. Colírios lubrificantes, sob prescrição médica, também são aliados”, orientou Damaris.

“A alteração nos níveis de estrogênio ou androgênio pode provocar ou predispor a doença do olho seco. Outro fator significante para o desenvolvimento da doença nas mulheres é a menopausa”.
Entre as soluções apresentadas pela médica estão piscar mais, pingar colírios lubrificantes e, se for o caso, diminuir o tempo em frente a computadores e dispositivos eletrônicos.
“É comum que os pacientes reclamem de desconforto após ler, assistir televisão e usar o computador, tablet ou celular. No entanto, quanto mais ele piscar voluntariamente enquanto faz uma leitura ou trabalha diante de uma tela, mais se sentirá bem”, ensinou Damaris Faian Bueno.