Recorrer ao bisturi para melhorar a aparência é coisa de mulher, certo? Errado! De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de homens interessados em procedimentos cirúrgicos pulou de 5% para 30% nos últimos cinco anos.
O cirurgião plástico Eduardo José Passamai lembrou que o homem é mais objetivo que a mulher, chega ao consultório já sabendo exatamente o que quer, mas se submete menos às cirurgias porque têm muito medo de sentir dor.
O médico contou que opera, em média, dois pacientes homens por semana e grande parte dessas cirurgias é para correção das mamas (ginecomastia), do abdômen (abdominoplastia) e das pálpebras.
O tipo de cirurgia varia de acordo com a faixa etária. Enquanto o adolescente faz ginecomastia, correção de orelha de abano e de nariz adunco, na faixa dos 20 a 40 anos a maioria prefere a lipoaspiração e a cirurgia de nariz.
Já dos 40 até os 50 anos, há uma incidência maior de cirurgias de pálpebra e de implante capilar. E depois dos 50, com os primeiros sinais de envelhecimento, a tendência é os homens recorrerem ao lifting facial.
Na opinião do cirurgião plástico Ariosto Santos, os homens ganharam confiança, autoestima e perceberam que a cirurgia não é só para mulheres.
“Houve uma mudança no perfil masculino. Eles estão menos inseguros. Percebem os resultados cada vez mais naturais da cirurgia plástica em familiares e amigos e decidem fazer também”, disse o médico.
O especialista explicou que, normalmente, os homens chegam ao consultório querendo operar num dia e já estar totalmente recuperado no dia seguinte, o que pode comprometer o resultado final.
“O homem é mais impetuoso, quer melhorar logo e acaba não respeitando o pós-operatório”, salientou Ariosto.


