Por Luciana Pimentel

Membro da Academia Brasileira de Dermatologia (ABD) e da Sociedade Brasileira de Laser(SBL), a médica Patrícia Friço explicou que os locais onde a alergia mais aparece são peito, braços e pernas e esses sintomas podem surgir até 12 horas após a exposição ao sol.
“A alergia ao sol pode se manifestar em pessoas de qualquer idade. Porém, devido à genética da pele, ela é mais comum em pessoas de pele clara, com uma maior incidência em mulheres. Idosos e crianças não são os mais suscetíveis, mas por terem peles mais finas e sensíveis, podem ser afetados”, lembrou.
Patrícia Friço destacou que os sintomas da alergia ao sol costumam desaparecer sozinhos, então algumas pessoas não se preocupam em ir a um especialista e verificar a condição. Mas alertou queao menor sinal desses sintomas, é importante procurar um médico para avaliar se o caso é grave ou não.

A dermatologista salientou ainda que, se não for tratada, a alergia ao sol evolui e pode ocasionar prurido e lesões na pele do paciente, manchas e o desenvolvimento de lesões ainda mais intensas com o passar do tempo, além de deixar manchas e cicatrizes na pele.
Na maioria dos casos, de acordo com Patrícia Friço, o melhor tratamento para a alergia ao sol é a prevenção. Para isso, é importante que o paciente não se exponha à luz solar entre 10 e 16 horas e evite permanecer muito tempo no sol.
“Usar óculos escuros e roupas protetoras, preferencialmente que contenham bloqueadores de raios UV em sua composição, e protetor solar são fundamentais. Em casos mais graves da alergia, alguns remédios podem ser prescritos, além de fototerapia”, indicou a especialista.