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Cláudio Humberto

Cotão parlamentar já custou R$ 96 milhões em 2019

Os 594 parlamentares receberam de volta mais de R$ 96 milhões por meio de ressarcimento de gastos com o “cotão parlamentar” apenas nos primeiros ...

Última atualização

Os 594 parlamentares receberam de volta mais de R$ 96 milhões por meio de ressarcimento de gastos com o “cotão parlamentar” apenas nos primeiros meses de 2019. Além do salário de R$ 33.700 mensais, os 513 deputados e 81 senadores têm direito a mais R$ 45 mil, em média, para gastar livremente. Basta apresentar cupom fiscal para ser ressarcido. Em alguns casos há pedidos de R$ 1 pago no pão de queijo.

Por cabeça
Na Câmara são R$ 84,8 milhões, R$ 165 mil por deputado. No Senado, R$ 11,4 milhões (R$ 140 mil cada). Os dados são da ONG OPS.

Prioridade sou eu
Propaganda pessoal (divulgação da atividade parlamentar) e passagens são os maiores gastos do cotão na Câmara: R$ 41 milhões.

Consultoria e turismo
No Senado, mais da metade dos gastos (R$ 5,9 milhões) correspondem a reembolso de gastos com passagens aéreas e consultorias diversas.

Pouco mudou
Apesar da renovação de mais de 47% dos deputados, a Câmara pouco mudou seus gastos. Ano passado foram R$ 215 milhões com o “cotão”.

Só 1,7% acham corrupção o ‘problema mais grave’
Levantamento exclusivo do Paraná Pesquisa para esta coluna e para o site Diário do Poder pediu a 1.565 eleitores para elencar os maiores problemas enfrentados no Distrito Federal: 54,5% escolheram a Saúde. O desemprego é a segunda maior preocupação para 12,8%, seguido por Segurança Pública (9,8%), Educação (4,1%), Transporte Público (3,4%), Crise (2,7%) e a Precariedade da Infraestrutura (1%). Corrupção só o problema mais grave para 1,7% dos entrevistados.

Outros problemas
Outros problemas, como drogas, saneamento básico, rodovias, obras paradas e impostos foram citados por menos de 0,5% de entrevistados.

Avaliação do governador
A avaliação do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), permaneceu estável: 42% aprovam a administração e 53% dizem desaprovar.

Dados
O Paraná Pesquisa realizou o levantamento entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 2,5% para os resultados gerais.

Sem choro, nem vela
Bolsonaro consumou a ameaça: pediu agrément para o filho Eduardo virar embaixador. Ele jamais admitirá o erro, mas logo descobrirá que diplomacia não é para amadores. Sobretudo em Washington.

Primeiro contato
O hacker Walter Delgatti disse ter conseguido falar com a ex-candidata a vice-presidente Manuela D’Ávilla (PCdoB) e enviou a ela, antes de mais ninguém, áudios trocados entre procuradores da Lava a Jato.

Outro hacker?
O hacker preso pela Polícia Federal, Walter Delgatti, vulgo Vermelho, garantiu não ter invadido o celular da líder do governo, deputada Joice Hasselmann, nem o do ministro Paulo Guedes (Economia) ou qualquer outra autoridade do atual governo, com a exceção de Sergio Moro.

Amarelo atrasado
Para alertar a população sobre a importância da prevenção contra hepatites virais, o Congresso iluminará suas torres com luzes amarelas para a campanha “julho amarelo”. Julho acaba em quatro dias.

Longa investigação
A Polícia Federal não sabe a quantidade exata de afetados pelos hackers que invadiram o celular do ministro Sergio Moro, apesar de mais de 5 mil celulares terem sido atacados. São pelo menos mil.

Pequena boa notícia
O Índice de Confiança do Comércio da Fundação Getulio Vargas subiu 2,3 pontos em julho; passou de 93,2 para 95,5 pontos. Foi a segunda alta consecutiva do índice este ano.

Só por aqui
A Agência Nacional do Petróleo tem regras que a obrigam a fiscalizar se (e quanto) postos de combustíveis compram com distribuidoras. Hoje a venda direta de produtores de combustíveis a postos é proibida, mas o presidente da ANP, Décio Oddone, disse que isso deve mudar.

A primeira Copa
Completa amanhã 61 anos da primeira conquista do Brasil na Copa do Mundo. O Brasil derrotou por 5 a 2 a Suécia, país-sede, com direito a golaço de Pelé, um (então) desconhecido garoto de 17 anos.

Pergunta na operação
Roubar 750 kg de ouro em barras é mais difícil que assaltar uma estatal do petróleo?

PODER SEM PUDOR

O gato é bravo…
Três dias após renúncia de Jânio Quadros (28 de agosto de 1961), o deputado udenista Adauto Lúcio Cardoso subiu à tribuna para atacar os ministros militares que se opunham à posse do vice João Goulart, que visitava a China. Adauto, adversário de Jango, propôs enquadrar os militares na Lei de Segurança Nacional e por crime de responsabilidade. Seu colega Aliomar Baleeiro (UDN) pediu um aparte para concordar com ele “em gênero, número e grau”, mas fez uma pergunta incômoda: “Quem é que vai colocar guizo no gato? Eu é que não vou…”

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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