Fonte do Ministério do Meio Ambiente confirmou à coluna que o Ibama se negou a pagar R$ 300 mil cobrados pela Hex, empresa brasiliense de tecnologia geoespacial, em troca da “descoberta” de que um navio grego seria o responsável pelo despejo do petróleo venezuelano no oceano Atlântico.
Desde o início, os técnicos do Ibama receberam com reservas o laudo da Hex apontando o navio Bouboulina como origem da poluição. Procurada, a empresa não respondeu aos questionamentos da coluna.
Faltou confirmação
A posição do Ibama acabou fortalecida, no governo, pelo fato de as investigações não conseguirem confirmar os estudos da Hex.
Inpe caiu fora
Também procurado, o Inpe se recusou a referendar as conclusões da empresa brasiliense, preferindo se utilizar do próprio acesso a satélites.
Polícia Federal acatou conclusões
O laudo culpando o navio Bouboulina foi acatado pela Polícia Federal, que, aliás, não tem expertise em investigações de crimes do gênero.
Laudos desmentem
Vários outros laudos de rastreamento, no Brasil e Estados Unidos, também concluíram que o navio grego não foi a origem do óleo.
Brasil cancelou praxe no Brics para barrar Maduro
As questões envolvendo a Venezuela não foram tema, durante a 11ª Cúpula do Brics, em Brasília, mas a ditadura de Nicolás Maduro atrapalhou um pouco o evento. É que o Brasil decidiu não convidar presidentes de países vizinhos, como reza a praxe, para participarem de confraternização com líderes mundiais como o chinês Xi Jinping e o russo Vladimir Putin, além do anfitrião Jair Bolsonaro, presentes no Brics. Tudo para o Brasil não ter de convidar também o ditador Nicolás Maduro.
Pau mandado
Por razões geopolíticas, Rússia e China apoiam Maduro. Apenas porque o ditador venezuelano lhes faz a gentileza de hostilizar os EUA.
Recados indiretos
O antiamericanismo da ditadura Maduro serve ao propósito de Putin e Jinping de mandarem recados e fazerem advertências à Casa Branca.
Provocação
Em dezembro de 2018, por exemplo, Putin mandou a Caracas dois caças supersônicos TU-160, só para exibir bíceps a Donald Trump.
Corrupção vai aumentar
Levantamento nacional do Paraná Pesquisas mostra a gravidade da decisão política do STF para soltar Lula. Para 61,4% dos brasileiros, a impunidade assegurada pelos ministros fará a corrupção aumentar.
Dinheiro na veia
Presidente da petroleira russa Rosneft, Igor Sechin, amigo de Vladimir Putin, hospedou-se no Meliá, em Brasília, e apreciou vinhos de R$ 8 mil de bandeirada. Ele pode: seu salário é estimado em US$ 20 milhões (R$ 83,8 milhões).
Cobertura juvenil
O Itamaraty deveria oferecer cursos de “alfabetização” em política externa para que “analistas” não cometam erros juvenis, como criticar o Brics por “ignorar” crises como a boliviana. Eles não sabem o que dizem e nem fazem a menor ideia do papel do Brics.
Investimento na veia
Reunião dos presidentes do NDB (banco do Brics), Kundapur Kamath, e do BNDES, Gustavo Montezano, definiu opções de financiamento, em reais, de projetos de concessão e privatização para empresas brasileiras.
Táxi aéreo, não
Não estava autorizado pela Anac para operar como táxi aéreo o jato do banqueiro bilionário Juca Abdalla, que ontem caiu levando a família do deputado Guilherme Mussi (PP-SP) a um resort de luxo no sul da Bahia.
Pobre diabo
Um deputado federal afirmou na CCJ que a Polícia Federal, sob chefia do ministro Sergio Moro (Justiça), “atua como a SS alemã”. O ignorante não sabe o que diz. Em defesa de corruptos já condenados, ofende a Federal e insulta a memória de milhões de mortos na Segunda Grande Guerra.
Manipulação
Foi destaque nas redes sociais e no site oficial do PCdoB o aumento do PIB do Maranhão… em 2017. A “novidade” foi celebrada pelo governador Flávio Dino, militante do partido, com quase três anos de atraso.
Alô, Macron!
O Inpe divulgou que o total de focos de incêndio na Amazônia no mês de outubro foi o menor da história para o mês. Convenientemente, sem celebração de ONGs e das autoridades, como o presidente francês Emmanuel Macron, que tanto atacaram o Brasil.
Pensando bem…
…o dia é da República, mas na prática comemora o primeiro golpe militar da História do Brasil.
Poder sem pudor
Raposas mineiras
Uma roda especulava sobre a iminente escolha do interventor de Minas Gerais, em 1934, quando Benedito Valadares mencionou a possibilidade de José Maria Alkmin vir a ser o escolhido. Ele fingiu estupefação:
“Você está ficando louco, Benedito?!…”
Poucos dias depois, Getúlio Vargas anunciaria a escolha de Valadares, que logo receberia um primeiro telegrama de cumprimentos: “Parabéns pela nomeação. Retiro a expressão. Ass., Zé Maria”.
Tratava-se de “Zé Maria” Alkmin, que ganhou o cargo de secretário do Interior.