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Cláudio Humberto

Sindicalista demite e dá calote em 37 funcionários

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) demitiu 37 funcionários depois de deixar de pagar salários e, apesar de ser entidade ...

Última atualização

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) demitiu 37 funcionários depois de deixar de pagar salários e, apesar de ser entidade sindical, sequer pagou as verbas rescisórias.

A situação de duas das funcionárias é ainda mais grave, pois estavam grávidas e às vésperas de dar à luz. “Foram abandonados à própria sorte”, definiu a advogada dos funcionários e de uma das gestantes demitidas, Mônica dos Santos.

Descaso com a vida
A outra gestante teve complicações e obteve uma confissão de dívida assinada pela diretoria da CSPB, mas, 17 meses depois, nada foi pago.

Atuação suspeita
Denúncia do Ministério Público de Goiás cita um “empobrecimento deliberado” da entidade para “possível enriquecimento” de dirigentes.

Dinheiro de sobra
A advogada diz não haver desculpa para a falta de pagamento e que o valor arrecadado em imposto sindical é suficiente para quitar o passivo.

Silêncio constrangedor
Questionada sobre a situação dos ex-funcionários, a CSPB não se manifestou até o fechamento dessa edição.

Alcolumbre, cara nova da velha política no Senado
Senador inexperiente e sem talentos reconhecidos, Davi Alcolumbre (DEM-AP) derrotou a “velha política”, na briga pela presidência do Senado, com o apoio e entusiasmo dos novos senadores. Menos de oito meses depois, a decepção. Vários desses “eleitores” constatam o que já virou piada: Alcolumbre está cada vez mais parecido com Renan Calheiros (MDB-AL), de quem seus eleitores apenas querem distância.

Velha política
Nos corredores do Planalto, Alcolumbre é ironizado pela insistência em nomear indicados, exatamente como os que derrotou em fevereiro.

Nada mais parecido
Ele segurou indicações para embaixador durante meses, insistindo em manter na ONU em Nova York Mauro Vieira, ex-chanceler de Dilma.

CPI na gaveta
Um dos críticos, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), é autor da CPI Lava Toga, que Alcolumbre ameaça engavetar. Como na velhíssima política.

Regalias no cárcere
Além de custar R$ 10 mil por dia aos cofres públicos, o ex-presidente Lula mostrou que é mais igual que outros presos. Além de entrevistas constantes, o uso diário do Twitter pressupõe acesso livre à internet.

Utilidade zero
Bolsonaro reclamou, com razão, que os investimentos de R$ 1 bilhão da Toyota no Brasil foram obra do governo federal e não de João Doria, mas o governador ponderou, com razão, que a polêmica é uma tolice.

Para esquecer
Entre as presepadas da Polícia Civil para “desvendar” o assassinato do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, em Brasília, há dez anos, uma delegada recorreu a uma vidente, que implicou inocentes, claro.

Funcionou
Bolsonaro celebrou êxito na suspensão dos radares móveis: a Polícia Rodoviária Federal passou a fiscalizar de outras formas e as multas caíram 64% no primeiro semestre. Houve menos mortes também.

O leão é manso
Na discussão sobre eventual estratégia de trombetear a expertise do Exército Brasileiro de guerra na selva, o Itamaraty sempre manifesta a preocupação de não alarmar países vizinhos, sempre temerosos com os gastos do Brasil em defesa, por mais modestos que sejam.

500 em 15
O primeiro item do novo Pacto Federativo foi o bônus pelo leilão do pré-sal, aprovado no início do mês. A expectativa é que o pacto inteiro gere R$ 500 bilhões para estados e municípios nos próximos 15 anos.

Nome de curva é piada
Em Niterói batizou uma rodovia com o nome do ex-governador de São Paulo Mario Covas. No Rio, o saudoso Chico Anysio foi homenageado com o nome de uma curva, isso mesmo, curva, na Barra da Tijuca.

Mais um daqueles
Em mais um projeto daqueles que só servem para político usar durante campanha, o Senado tenta tornar Belém (PA) a Capital Nacional do Açaí, ignorando que o fruto também é nativo em outros cinco estados.

Pensando bem…
…só falta Bolsonaro fazer o discurso de abertura na ONU vestido de colete amarelo.

PODER SEM PUDOR

Guia para hipocondríacos
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) jantava certa vez no restaurante Alcaparra, no Rio, quando um cidadão, Dr. Tanus Tauk, foi à sua mesa, cumprimentou-o e o presenteou com um livreto de sua autoria, “Passaporte da Saúde”.

Era um guia útil para turistas no exterior. Explicava, por exemplo, como pedir em seis idiomas os principais remédios que se pode comprar sem receita.

Arthur Virgílio pediu mais dois exemplares, autografados, para oferecer a dois hipocondríacos de primeira linha: o ex-presidente José Sarney e o tucano José Serra.

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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