O grupo americano Edison Chouest formalizou o interesse de vender o projeto do Porto de Gamboa, planejado para Itapemirim. O preço é de R$ 100 milhões, segundo o deputado estadual Theodorico Ferraço, que participa das negociações para atrair o empreendimento desde a década passada.
O grande diferencial do projeto é o fato de já contar com Licença de Instalação (LI), autorização ambiental considerada o maior desafio para a construção de um porto – maior até que levantar dinheiro para a execução.
O negócio ficou no papel por conta de desentendimentos entre a empresa e o poder público e, ainda, pela influência de Brasília na gestão petista, que levou a empresa a investir no Porto de Açu, no Norte do Rio de Janeiro.
A multinacional investiu cerca de R$ 85 milhões na proposta, incluindo a compra de terrenos — numa área que supera 1 milhão de metros quadrados — e a execução dos projetos.

Retomado, o empreendimento promete movimentar a economia do Estado e criar empregos, em um momento de estagnação. Pode, ainda, ser utilizado para a movimentação de contêineres, resolvendo um gargalo logístico que ameaça tirar várias empresas de comércio exterior do território capixaba no futuro.
Além da LI, outra vantagem é que Itapemirim fica perto de Anchieta, destino da ferrovia a ser construída pela Vale a partir da Grande Vitória.
