Se em 2018 os caminhoneiros literalmente pararam o Brasil com sua paralisação, para sexta-feira qualquer participação da categoria está descartada.
“Esse movimento é coisa da esquerda. Nós somos de direita”, declarou Ubirajara Nobre, o Bira, um dos líderes da paralisação do ano passado.
Transportadores também descartam qualquer paralisação. Entre empresários, há um misto de expectativa e receio com o abrandamento nas regras de trânsito, mas o clima, no geral, é de apoio ao governo Bolsonaro.
Os motoristas de ônibus estão mobilizados em protestar em relação às mudanças na Previdência.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários), José Carlos Sales, o Gaguinho, frisou, contudo, que a categoria não é contra a reforma, que ele julga ser necessária. O que pede é por uma proposta mais amena para os motoristas.
“O problema é que os motoristas de ônibus serão muito penalizados. Quem vai dirigir um ônibus com 64 anos de idade? Trabalhar 39 anos dirigindo um ônibus é dureza, não dá para ser. Empresa nenhuma contrata motoristas idosos”, criticou.