Um grupo chinês fará uma oferta aos americanos da Edison Chouest e ao grupo brasileiro Itaoca Offshore pelos projetos dos portos planejados para serem instalados em Itapemirim, no litoral sul do Estado.
A chegada dos representantes chineses é prevista para ocorrer entre o fim deste mês e o início de maio. O diferencial de ambos os empreendimentos é já contar com licença ambiental de instalação (LI) para iniciar as obras. Esse é considerado o maior desafio para a construção de portos, maior do que levantar capital.
Chamado Porto de Gamboa, o projeto da Edison Chouest ficou no papel por conta de desentendimentos entre a empresa e o poder público e, ainda, pela influência de Brasília na gestão petista, que levou a empresa a investir no Porto de Açu, no Norte do Rio de Janeiro.
Apesar disso, o grupo fez um investimento de R$ 85 milhões em sua iniciativa no Espírito Santo, somando a aquisição de terreno, cuja área total supera 1 milhão de metros quadrados; e os projetos.
O deputado estadual Theodorico Ferraço, que participa das negociações para viabilizar os portos desde a década passada, acredita que a Edison Chouest não pretende lucrar com a venda do projeto: “Eles têm interesse em ter de volta o que investiram.”
Theodorico está em contato direto com executivos da Edison Chouest, na tentativa de viabilizar o projeto por iniciativa de outro investidor.
No caso do porto Itaoca Offshore, quem está à frente é um grupo de empresários capixabas e mineiros. O avanço do projeto é tamanho que, em 2015, uma empresa italiana foi contratada para construir o empreendimento. Contudo, o grupo espera parceiros para tocar o negócio, e a crise econômica acabou por dificultar as coisas.
Juntos, os dois portos têm potencial para criar mais de 2 mil empregos diretos apenas na operação e podem solucionar o gargalo logístico relacionado ao transporte de cargas gerais.
Ambos os projetos eram voltados para dar suporte às operações de petróleo e gás, contudo a movimentação de contêineres chegou a ser incluída no projeto do Porto de Gamboa. Itapemirim, aliás, fica perto de Anchieta, destino da ferrovia que será construída pela Vale a partir da Grande Vitória.