Nove anos depois de receber autorização federal, tudo indica que a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Aracruz vai começar a se tornar realidade. Entre os envolvidos no projeto está o grupo Otto Andrade, junto de outros parceiros, que têm até 31 de junho para começar a implantação. Caso contrário, a concessão será perdida.
Uma ZPE é uma espécie de distrito industrial que dá às empresas nele localizadas uma série de benefícios tributários, cambiais e administrativos. Além de isenção de impostos, as empresas não são obrigadas a converter valores para reais em suas transações, entre outros aspectos.
É uma espécie de zona franca, mas voltada apenas à exportação. Diferente da Zona Franca de Manaus, onde as empresas estão autorizadas a comercializar seus produtos no mercado nacional.
Num primeiro momento, basta aos empreendedores cercar, limpar e estruturar o terreno para atrair empresas interessadas no local, que fica na Vila do Riacho e tem cerca de 700 mil metros quadrados.
As informações são do secretário de Desenvolvimento Econômico de Aracruz, Guerino Balestrassi. Segundo ele, já há empresas interessadas, sobretudo dos setores de alimentação (frango e carne) e mármore e granito.
O secretário destacou as obras do porto da Imetame, na Barra do Riacho, que estão em curso. A estrutura tornará a ZPE mais atrativa e tem potencial para fazer de Aracruz o grande centro logístico do Espírito Santo, segundo Balestrassi.