Há torcedores do Flamengo xingando a Copa. Acreditam que ela só irá atrapalhar a boa performance do time no Brasileiro. A verdade é que a diretoria vai ter de ser criativa na recomposição do elenco. A depender ainda do novo técnico do Real Madrid, o Flamengo está próximo de perder seu quarto atacante este ano.
Primeiro foi Guerrero. Depois Everton, Vizeu e Vinicius Júnior. Daquele monte de opções no início do ano, restam Henrique Dourado, Geuvânio, Marlos Moreno, o garoto Lincoln e Berrio, que só deve voltar a jogar em outubro. Nomes inexpressivos para quem sonha em ganhar alguma coisa relevante.
O ideal é que o clube contrate logo as peças que pretende para o resto do ano. Além dos embates com Cruzeiro (Copa do Brasil) e Grêmio (Libertadores), na volta do Brasileiro o time terá pela frente nada menos do que o São Paulo, candidato ao título e apenas quatro pontos atrás na tabela.
Não será fácil encontrar um substituto à altura de Vinicius. Apesar dos altos e baixos, o garoto preocupa, e muito, os adversários. Contra o Palmeiras, por exemplo, Marcos Rocha virou apenas marcador, deixou de avançar, que é o seu forte, para colar nele. Contou sempre, também, com ajuda do violento Felipe Melo.
A nova safra rubro-negra é realmente boa. Aplausos para Thuler, Léo Duarte e Jean Lucas. Mas é preciso dar uma encorpada. Além dos atacantes, um volante do nível de Cuellar (o ex-gremista Wallace seria um bom nome), e pelo menos mais um zagueiro. Réver e Rodolfo ainda dão conta do recado, mas têm sofrido muitas contusões.
É provável, ainda, que Trauco, descontente com a reserva, seja negociado, abrindo espaço para um novo lateral-esquerdo. É bom lembrar que o Flamengo mantém esperanças de contar com Guerrero depois da Copa. Não está claro se a justiça suíça autoriza, ou não, sua volta aos campos pelo clube.
E mais: muita gente terá de engolir Barbieri. Afinal, o estagiário, como era chamado até pelo ex-presidente rubro-negro Kleber Leite, virou um achado!
