O time possui pontos fracos que só mesmo o pessoal do departamento de futebol não quer enxergar. A começar pelos laterais, que são horríveis. Dos quatro, é difícil saber quem é pior.
Diego goza de prestígio injustificável. Tem um toque refinado de seus áureos tempos, mas a cada dia aprimora o estilo enceradeira, criado pelo Zinho. O cara não produz nada verticalmente, exceto quando acerta a cobrança de uma falta.
No ataque, falta o fazedor de gols. Dourado erra tudo o que tenta. Com o esquema tático de Carpegiani, então, é um zero à esquerda.
O Fla-Flu serviu para levantar mais uma dúvida: será que César não está pegando mais que Diego Alves, no momento? Diego falhou feio nos dois gols. No que valeu e no que foi anulado pelo juiz. É bom lembrar que César foi sacado do time sem ter falhado.
Além das fragilidades aqui apontadas, o time acumulou uma série de erros no clássico. Acabou dando sorte ao não perder para o modesto Fluminense. Paquetá, pelo que mostrou, já se acha um Messi. Quer resolver tudo sozinho. Éverton Ribeiro cisca de um lado, vai para o meio e nada resolve. O treinador parece começar a perder o controle. As coisas já não acontecem como ele deseja.
Se não ganhar o título carioca, vai ser difícil evitar uma crise que pode respingar no desempenho na Libertadores. E aí tchau 2018!
