
A partir do relato, acompanhado da foto acima, começou uma verdadeira enxurrada de comentários. Mães indignadas e comovidas com a situação. E entre palavras de apoio, sugestões de soluções e energia positiva, o post foi ganhando repercussão. Muitas mães, assim como eu, desejou morar na mesma cidade naquela hora e poder ir para a festa, feita com tanto carinho e sacrifício. Mas por se tratar de um grupo de âmbito nacional, tem gente de tudo quanto é canto.
Mas pensa que a distância foi empecilho para nos deter? Não mesmo! Uma mãe teve a ideia de gravar vídeos e mandar fotos desejando parabéns ao aniversariante. Pronto, em minutos vimos os sorrisos e sotaques mais variados e todos cheios de amor, compaixão, empatia e companheirismo. Um verdadeiro exemplo de sororidade, palavra ainda pouco conhecida pela maioria, inclusive o Word insiste em querer corrigir, e que em resumo representa a união entre mulheres por uma causa em comum, excluindo qualquer tipo de julgamento.

E você acha que paramos apenas no envio das mensagens? Claro que não! A mobilização foi tanta que as mães que moravam naquela cidade foram até lá! Isso mesmo, levaram seus filhos, sobrinhos e até presentes para o aniversariante que era só sorrisos. Ao final, tinha tanta gente do bem que não cabia mais no local. Quer dizer, cabia sim, pois nessas horas fica tudo igual coração de mãe!
E você pode estar aí se perguntando os motivos de ninguém ter ido à festa. Também me perguntei e sinceramente não dá para ter certeza, mas isso agora não é o mais importante. A mãe me contou que eles não têm família na cidade e amigos são poucos. Eles têm um filho mais novo autista com certas limitações, relacionadas a barulhos, por exemplo, e isso os faz não ter muita vida social e acaba afastando as pessoas também. Mas pensar que o motivo do não comparecimento dos convidados à festa possa ter sido esse, faz tornar tudo mais doloroso e não é esse o objetivo do texto.
O que quero hoje aqui, no dia do Natal, data em que uma mãe ganhou um filho, é dizer para vocês que somos muito mais fortes e capazes do que imaginamos, graças a eles, nossos filhos. Sei bem que para algumas as batalhas são muito mais pesadas, requer mais força e resiliência, como é o caso dessa mamãe guerreira de hoje que prefiro preservar a identidade, já que o principal não é expor ninguém e sim falar que juntas podemos mais! Então, fica aqui o meu pedido de Natal para todas vocês. Que possamos nos ajudar mais! Nos colocar no lugar da outra, sem julgamentos. Cada uma enfrenta uma luta diária que nem imaginamos! É preciso acolher, mesmo que não entendamos a real situação daquela pessoa. E por fim, deixo o meu abraço para todas e especialmente para quem fez parte desta emocionante história junto comigo e com final feliz! Estamos juntas, manas! Gratidão em fazer parte desta irmandade! Feliz Natal!
