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A culpa é de quem?

A ausência do reajuste para policiais na proposta de Orçamento de 2022 do relator Hugo Leal (PSD-RJ) provocou uma guerra de versões nos ...

Palácio da Justiça na Esplanada dos Ministérios

Última atualização

A ausência do reajuste para policiais na proposta de Orçamento de 2022 do relator Hugo Leal (PSD-RJ) provocou uma guerra de versões nos bastidores.

Enquanto policiais e integrantes do Ministério da Justiça colocam a culpa em Paulo Guedes, a equipe da Economia afirma que a responsabilidade é do Congresso em achar uma forma para garantir o benefício. Como a promessa foi de Jair Bolsonaro, caso não haja aumento, a culpa recairá sobre o Presidente, dizem os policiais.

 













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É dele 

Do lado dos policiais e do Ministério da Justiça, o argumento para culpar Guedes é de que ele tinha se comprometido a apontar a origem dos recursos que permitiriam o aumento, o que não foi feito. A falta das informações resultou, dizem eles, na não inclusão do reajuste na proposta.

Calma lá 

Integrantes da equipe de Guedes dizem que o ministro fez sua parte ao encaminhar o ofício em que pede a reserva de valores específicos para a questão. Para eles, como a decisão de beneficiar os policiais, e não outras categorias, foi política, cabe ao Congresso definir como isso será feito na prática.

É crime 

A PF concluiu que o paranaense Douglas Bozza cometeu crime de ameaça contra servidores da Anvisa ao enviar e-mail em outubro a cinco diretores em que afirmava que iria matar quem “atentasse contra vida de seu filho” com a obrigação da vacinação contra covid.

Terror 

Foram ouvidos os cinco diretores, todos disseram que a ameaça resultou em uma situação de vulnerabilidade. Bozza, por sua vez, alegou que existe “comprovações que as vacinas são uma ameaça para as crianças” e que quis fazer “um pouquinho de terrorismo” com os técnicos da Anvisa.

De novo 

O inquérito foi aberto em novembro. À época, a Anvisa começava a debater a vacinação a partir dos 5 anos. Na última semana, após aprovar o uso do imunizante da Pfizer em crianças, a agência voltou a ser alvo de ataques e uma nova investigação foi aberta pela PF.

Gente boa 

O senador Omar Aziz (PSD-AM), que foi presidente da CPI da Covid, saiu em defesa do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.”É um brasileiro com B maiúsculo. Um grande brasileiro. É um militar a serviço da pátria brasileira e não está a serviço de um Presidente de plantão”, afirmou.

Aperto 

A União Brasil formaliza hoje seu apoio à candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) para o governo de São Paulo. Um jantar reservado está marcado e uma nota oficial deve ser divulgada sobre o acordo.

…de mãos 

Por ora, o apoio da nova sigla que surge da junção entre DEM e PSL é exclusivamente para o governo estadual. O partido negocia se terá o cargo de vice da chapa do tucano ou para disputar o Senado.

Despacito 

A União ainda não definiu o que vai fazer sobre candidatura a presidente da República. A cúpula da legenda tem dito que as definições dos palanques estaduais podem ajudar a desembaralhar o cenário nacional.

Roupa 

O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches discutiu com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) no evento que marcou a primeira aparição pública entre Lula (PT) e Geraldo Alckmin (sem partido), num restaurante na capital paulista.

…suja 

O cartola e ex-deputado federal foi relembrar de imbróglios ocorridos durante a construção da Arena Corinthians, envolvendo repasses de dinheiro público para a obra, entre outras coisas. “Você me f….”, repetiu diversas vezes para o petista.

Toma 

Um dos organizadores do jantar para o ex-presidente, o advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, rebateu a declaração de Sergio Moro, que ironizou nas redes sociais que o evento foi “comemorativo da impunidade da grande corrupção”.

Aparecido 

“Moro está buscando imunidade parlamentar para fugir da cadeia, para onde ele deveria ter sido mandado quando, a pretexto de combater a corrupção, corrompeu o sistema de Justiça. É um juiz criminoso e parcial. E o cinismo dele só não é maior que o mau-caratismo”, disse Carvalho ao Painel.

Tiroteio

“Evangélico que apoia o Lula bom sujeito não é, ou é doente da cabeça ou doente da fé.” De Marco Feliciano (PL-SP), deputado, sobre o Datafolha mostrar que 43% dos evangélicos veem Lula como o melhor presidente.

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