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O acesso verborrágico de Jair Bolsonaro não comprometeu a articulação da aprovação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara, avaliam ...

A fala do presidente foi uma referência à interceptação de comunicações privadas do ministro Sergio Moro e diversas outras autoridades.

Última atualização

O acesso verborrágico de Jair Bolsonaro não comprometeu a articulação da aprovação em segundo turno da reforma da Previdência na Câmara, avaliam líderes de partidos de centro e centro-direita.

A disposição da cúpula da Casa segue sendo a de encerrar já na próxima semana a tramitação do texto, para remetê-lo ao Senado. O fato de o governo estar cumprindo a promessa de liberar cargos e emendas ajudou a conter insatisfações. A ideia é concluir a análise da matéria até quinta-feira (8).

Tá dominado – Deputados relatam apenas problemas pontuais na entrega de verbas e cargos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mantém contato permanente com a Casa Civil e com o Secretário Especial de Previdência, Rogério Marinho, para mapear eventuais focos de problema.

Resta um – Integrantes de PP, MDB, PRB, DEM e PSL garantem que, em suas siglas, o tabuleiro está amarrado. Um integrante desse grupo chegou a ironizar Bolsonaro. Disse que ele não conseguiu desarranjar a partida “porque todo mundo sabe que o jogo não é dele”. Só o PL reclama de demora na liberação de emendas.

Maciota – Maia deve fazer um checklist de quantos votos têm na segunda (5), em jantar com os líderes. Relatos de deputados dão conta de que o voto na reforma da Previdência não se transformou em pressão nas ruas. Durante o recesso, apareceram publicamente com tranquilidade, saíram pra jantar, etc…

Contenção de danos – A oposição vai tentar a obstrução, mas não alimenta esperanças. Com o início da votação, vai tentar excluir a permissão para que pensões sejam menores que um salário mínimo e também o cálculo das aposentadorias a partir da média de todos os salários de contribuição, e não só os mais altos.

Vai como está – A corte especial do STJ analisa nesta quinta (1) um relator temporário de ações do ex-presidente Lula. O titular, ministro Felix Fischer, está internado em razão de embolia pulmonar. Como há embargos a serem julgados nas próximas semanas, o tribunal passará a tutela dos processos a outro magistrado.

Vai como está 2 – Internamente, ministros afirmam que ao menos duas opções estão na mesa: a convocação de um desembargador para assumir os casos ou a redistribuição entre membros da 5ª Turma, da qual Fischer faz parte. O ministro é reconhecidamente linha dura.

Eis-me aqui – Pessoas próximas ao ministro Luiz Fux dizem que ele se integrou ao time do Supremo que empenha apoio à recondução de Raquel Dodge ao comando da PGR. O movimento ocorre ao mesmo tempo em que o nome de Augusto Aras volta circular nos bastidores como favorito ao posto.

Olho no amanhã – O gesto de Fux tem peso significativo. Ele será o sucessor de Dias Toffoli na presidência do STF.

O salto – A prisão de Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, deve dar novo impulso à Câmbio, Desligo. A investigação, tocada pela Lava Jato do Rio, nasceu com a promessa de, ao menos em valores, poder superar as apurações que fizeram a fama da operação primogênita de Curitiba.

Saída honrosa – Numa tentativa de dar cabo à crise que já ameaça a estabilidade do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, a ata que estabeleceu novos termos para o acordo de concessão de energia da hidrelétrica Itaipu deve ser rescindida.

Vem sem medo – O Itamaraty vai discutir o assunto com os paraguaios na sexta (2). O governo brasileiro debateu opções nesta quarta (31) e a tese com mais adesões era a de propor que o Paraguai denuncie o acordo –termo formal para rescisão– com a garantia de que o Brasil não aplicará sanções.

Vai que é sua – O Paraguai chegou a pedir que o Brasil também denunciasse a ata assinada em maio, num gesto conjunto. Mas houve avaliação de que isso soaria como uma admissão de que o país agiu de má-fé. Houve forte reação da população paraguaia ao trato, chamado de “entreguista”.

Muy amigo – Bolsonaro quer preservar o mandato de Benítez para manter um aliado na América do Sul, principalmente com o risco de revés na eleição argentina e vitória do candidato de Cristina Kirschner.

TIROTEIO

“Antes tarde… Diante dos fatos, nem o mais crente de Chicago vê justificativa para manter o juro no patamar anterior”

De Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda, sobre o corte na taxa básica de juros em meio à estagnação econômica e risco de recessão

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