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Desconfiança é o meu nome

O dia seguinte às manifestações de Jair Bolsonaro e do PSL despertou em partidos de centro e centro-direita a percepção de que o Presidente está ...

Manifestantes começam a atravessar a Terceira Ponte

Última atualização

O dia seguinte às manifestações de Jair Bolsonaro e do PSL despertou em partidos de centro e centro-direita a percepção de que o Presidente está determinado a desmontar o bloco conhecido como Centrão, e todas as tentativas de compor com o Planalto estão fadadas ao fracasso.

Aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ressaltam que, mesmo sendo fiador das reformas no Congresso, ele não foi poupado por bolsonaristas que, em tese, foram às ruas pelas mudanças na Previdência.

Dono da bola

As críticas foram encaradas como a prova de que Bolsonaro não está disposto a dividir vitórias, nem de valorizar gestos em direção à pauta priorizada por sua equipe econômica.

Vem comigo

Maia foi aconselhado a chamar os presidentes de partidos para uma atitude de solidariedade. Segundo um interlocutor, ele não pode ser o único a pagar por defender a autonomia da Casa.

Eterno retorno

Os sinais de que o governo está disposto a investir contra partidos como PP, PL (ex-PR) e PRB provocou reação nas cúpulas das três bancadas. Não houve, porém, decisão de ação uníssona. Há quem pregue dar tempo à acomodação e quem diga que, neste cenário, o melhor a fazer é “não votar mais nada”.

Rebote

Já os militares temem que os atos tenham reforçado a oposição, levando alas opostas da população a medirem força nas ruas. A consequência é um clima de instabilidade, com risco de conflitos.

Minha pauta

Enquanto o presidente e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), trabalham para preservar o texto da medida provisória que reorganiza a Esplanada, o ministro Sérgio Moro (Justiça) continua no esforço para tentar retomar o Coaf. Conversou com senadores no final da semana passada e até virou votos.

Vacina

Senadores da centro-direta embarcaram na ideia de devolver o Coaf a Moro como precaução a eventual resposta de Bolsonaro. Calculam que o Presidente baixará decreto entregando o órgão ao ministro, vendendo-se como “herói” e jogando o Congresso novamente na “lama”.

Vacina II

O risco é a MP caducar. A réplica foi ensaiada: o enxugamento dos ministérios não produziu a economia propalada por Bolsonaro.

De dentro para fora

A direção nacional do MDB apresenta amanhã nova minuta de estatuto partidário e de reestruturação de seu conselho de ética. Entre as regras propostas está a desfiliação automática do partido de condenados pela Justiça em segunda instância.

De dentro para fora II

A ideia é incorporar à sigla a dinâmica da lei da Ficha Limpa. O novo estatuto também prevê a criação de estrutura de auditoria de contas dos diretórios da legenda. A esse grupo caberia apontar a necessidade de apurações e suspeitas de mau uso dos recursos públicos.

Agora é que são elas

O partido vai propor que seus dirigentes sejam escolhidos para mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Haverá ainda a garantia de que, nos primeiros oito anos de vigência do novo estatuto, 20% das vagas de direção da sigla sejam reservadas a mulheres. Depois, o índice subiria para 30%.

Olho grande

Os bancos preparam resposta a projeto que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos e que visa aumentar a carga tributária do setor financeiro. A CSLL, atualmente em 15%, subiria para 20%. O argumento é que fará aumentar a taxa de juros.

Olho grande II

No Congresso, há incômodo com os lucros bilionários do setor. Um senador sabia de pronto quanto um dos maiores bancos do País distribuiu a acionistas no ano passado. Ainda assim, parlamentares temem o efeito que o aumento da CSLL pode ter na economia já debilitada.

Tempo urge

Antes de estourar nova rebelião em presídios do Amazonas, na tarde de ontem, o Ministério da Justiça já havia identificado o risco de piora da crise. O ministro Sérgio Moro telefonara para o governador Wilson Lima (PSC) ainda pela manhã, oferecendo ajuda.

Tiroteio

“Vimos uma democracia que respira sem aparelhos. As pautas são legítimas, o extremismo a gente pinça e ignora”

Do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP), sobre a manifestação de grupos contra o STF e o Congresso nos atos do último domingo.

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