- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Painel

Espada sobre a cabeça de Moro

A decisão da maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter Lula na prisão evitou derrota duríssima para a Lava a Jato e Sérgio ...

Sérgio Moro, ministro de Justiça e Segurança Pública

Última atualização

A decisão da maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter Lula na prisão evitou derrota duríssima para a Lava a Jato e Sérgio Moro, mas as diversas ressalvas explicitadas por Celso de Mello em seu voto recomendam comemoração moderada aos partidários do ministro da Justiça. Integrantes da corte avaliam que, ao frisar que a rejeição da soltura imediata do petista não comprometia sua avaliação sobre a alegada parcialidade do ex-juiz, o decano manteve uma espada sobre a cabeça de Moro.

Ligue os pontos – A avaliação de que Celso de Mello deixou pistas de suas dúvidas sobre a atuação de Moro foi feita por ministros do Supremo e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles viram na fala do decano sinais de que, no mérito, ele pode acompanhar a ala garantista da corte.

Terreno movediço – Essa interpretação se instalou de tal forma que, logo após a discussão do caso na Segunda Turma, ministros do STF especulavam sobre a possibilidade de Edson Fachin, relator da Lava a Jato na corte, levar o julgamento da alegação de parcialidade de Moro para o plenário –onde Lula acumula derrotas.

De olhos bem fechados – O ministro Gilmar Mendes, que acabou levando o pedido de liberdade de Lula a julgamento, tomou a decisão no escuro. Fez o movimento sem ter ideia de como Celso de Mello, o fiel da balança na turma, votaria.

Onça com vara curta – Políticos e magistrados avaliam que o resultado deu nova prova da resiliência de Moro e da Lava a Jato. Uma eventual soltura de Lula, previam adversários políticos do PT, inflaria os atos do dia 30 a favor da operação e do ministro da Justiça.

Mão à palmatória – Partiu de governadores do Nordeste, que se reúnem nesta quarta (26) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a iniciativa de tentar acordo que inclua estados e municípios na reforma da Previdência.

Parte do bolo – Os governadores vão pedir como contrapartida garantia de que medidas que ampliem seu acesso a novas receitas, como a divisão do bônus do megaleilão do pré-sal, serão aprovadas.

Santo de casa – O diretório paulista do PSDB encaminhará a Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma, moção de apoio à reinclusão de estados e municípios na reforma. O texto foi proposto pelo prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira.

Órfão – Nem a equipe econômica nem os sindicalistas estão dispostos a defender que o BNDES continue recebendo recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O corte do repasse está previsto na reforma. Samuel Moreira acenou com um desmame gradual, mas ninguém se animou a encampar a ideia.

São Tomé – Parlamentares aguardam uma fala pública de Paulo Guedes (Economia) sobre o aumento da tributação dos bancos. A taxação está prescrita no texto da reforma, mas emissários de instituições financeiras estão dizendo que o ministro é contra. Em resposta, deputados dizem que querem ouvir isso do próprio.

Sem fidelidade – Depois que a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse que Jair Bolsonaro tem simpatia por sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, outros integrantes do partido fizeram questão de revelar que o presidente tem distribuído sorrisos para outros postulantes à vaga.

Sem fidelidade II – Segundo o senador Major Olímpio (PSL-SP), Bolsonaro falou, no final de semana, com o jornalista José Luiz Datena por telefone. O apresentador avalia se filiar ao PSL e concorrer à Prefeitura paulistana.

Pelas beiradas – Aliados do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), dizem que ele trabalha para chegar às vésperas do início da campanha num patamar entre 6% e 10% das intenções de votos nas pesquisas. Largando daí, avaliam, há chances. Até lá, o desafio é entregar obras e circular pela cidade, tornando-se mais conhecido.

Águas passadas? – Covas era vice e assumiu o comando da cidade quando João Doria (PSDB) se elegeu governador. Sua equipe colocou uma enquete na rua para medir como anda o apelo eleitoral de Doria na capital, que rejeitou a migração do tucano para o governo do estado.

Tiroteio
“Bolsonaro esqueceu que são Três Poderes, quer governar sozinho. Ainda bem que o STF reagiu rapidamente.”

De Sônia Guajajara (PSOL), após Luís Roberto Barroso derrubar medida que atribuía a demarcação de terras indígenas à Agricultura.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.