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Força das circunstâncias

O conflito de versões da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio sobre a obtenção da planilha que vinculou o nome de Jair Bolsonaro a suspeito ...

Última atualização

O conflito de versões da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio sobre a obtenção da planilha que vinculou o nome de Jair Bolsonaro a suspeito do assassinato de Marielle Franco renovou a determinação da Procuradoria-Geral da República de buscar a federalização do caso, dizem integrantes do órgão.

A avaliação é a de que o pedido para tirar a investigação das mãos do estado, feito por Raquel Dodge logo no início da apuração, poderia morrer de inanição, mas, agora, deve ser reforçado.

Prato feito
A avaliação de integrantes do Ministério Público Federal é a de que, agora, todas as condições estão dadas para uma mudança de patamar da investigação.

Passa…
A Folha revelou ontem que a Polícia Civil tem desde novembro do ano passado a planilha que aponta a casa do Presidente como a que autorizou o ingresso de um suspeito de matar Marielle no condomínio em que os Bolsonaros moravam no Rio.

…ou repassa
A documentação, ainda segundo apuração da Folha, teria sido enviada ao Ministério Público do Rio em março deste ano. Recentemente, porém, o órgão disse só ter tido acesso às planilhas no mês passado.

Elevador
Segundo investigadores, o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, esteve ontem com o procurador-geral da República, Augusto Aras. A promotoria se comprometeu a enviar os áudios obtidos na portaria do condomínio de Bolsonaro à análise de autoridades federais.

O cara
O procurador Douglas Araújo foi sorteado para comandar o procedimento aberto pela PGR. Após o Ministério Público do Rio ter dito que o porteiro que anotou o número da casa de Bolsonaro na planilha do condomínio mentiu, Sergio Moro (Justiça) solicitou apuração. É este o caso sob a alçada de Araújo.

Batata quente
O pedido de federalização está nas mãos de Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça. Segundo colegas, ela pretende levar o caso a julgamento ainda esse ano.

RSVP
Centrais sindicais decidiram enviar carta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pedindo a cassação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Motivo: a declaração em que o deputado mencionou “um novo AI-5” como antídoto a uma radicalização da esquerda. Querem um encontro para entregar a missiva em mãos.

Chama a cavalaria
As associações que representam juízes federais, estaduais e procuradores pediram encontro com o presidente do STF, Dias Toffoli, para conversar sobre a reforma administrativa. Eles querem que o ministro se manifeste contra alguns pontos da proposta do governo.

Reforço
Na segunda, o procurador-geral, Augusto Aras, criticou a ideia de reduzir o período de férias no Ministério Público. A manifestação ocorreu após a provocação de integrantes do órgão.

Cara a cara
Depois de levar as reivindicações ao ministro, a ideia de representantes da Frentas, a frente que congrega essas associações de classe, é procurar o próprio Jair Bolsonaro para tratar de eventuais perdas para as categorias.

Vai ter luta
Hoje, dizem as entidades, após a aprovação da reforma da Previdência e da Lei de Abuso de Autoridade, o clima não é favorável ao governo no Judiciário. Se a reforma acarretar perdas de direitos, dizem, pode não ser possível segurar o movimento que defende paralisação.

Freio de mão
A pressão dos servidores é um dos fatores que levaram o time econômico a adiar a reforma administrativa para a semana que vem. Segundo relatos, há pedido dentro do governo para que a proposta seja calibrada.

Soldado novo
O general Maynard Santa Rosa, que pediu demissão da chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos nesta semana, deverá ser substituído por um embaixador. Assessor especial, Filipe Martins foi cotado para o posto, mas o herdeiro da cadeira deve ser um diplomata indicado do chanceler Ernesto Araújo.

Tiroteio

“O pacotão de Guedes aumenta o abismo social. Diminuir o papel do Estado é prejudicar saúde e educação dos mais carentes”. De João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, sobre as medidas econômicas que inflaram os ânimos do mercado.

Publicação simultânea com a Folha de São Paulo

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