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Linha traçada no chão

Pelo peso de uma decisão unânime, o veredito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a favor da libertação do ex-presidente Michel Temer foi lido no ...

Temer lança Rede Nacional de Governo Digital (Rede Gov.Br)

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Pelo peso de uma decisão unânime, o veredito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a favor da libertação do ex-presidente Michel Temer foi lido no Congresso e entre magistrados de cortes superiores como o primeiro sinal enfático e “pedagógico” do tribunal contra “abusos nas prisões preventivas”.

Com o foco da Lava a Jato sobre o Rio de Janeiro, a sentença produzida pela corte, avaliam juristas, deputados e senadores, deve sinalizar a Marcelo Bretas e aos juízes do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que novas medidas desse tipo encontrarão resistência em Brasília.

Avisado está – Um ministro do STJ chegou a comentar, no início desta semana, que a corte errou ao ter deixado Temer passar o fim de semana na prisão. O caso do ex-presidente foi o mais rumoroso de preventiva já analisado pela corte.

Missão impossível – Até aliados do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) admitem que a extensão da devassa fiscal e bancária autorizada pela Justiça vai deixá-lo exposto e fragilizado. Um integrante de um órgão de controle resume o tamanho da encrenca: “Nem Madre Teresa sobrevive a 10 anos de quebra de sigilo”.

Fio da meada – O Ministério Público poderá analisar a movimentação financeira do senador em diferentes períodos de sua vida política, passando, por exemplo, pela campanha à Prefeitura do Rio, em 2016.

Fio da meada 2 – Nas cortes superiores, ministros lembraram do cheque depositado pelo ex-policial Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama Michele Bolsonaro. Queiroz também teve o sigilo quebrado. Com isso, será possível checar todas as transferências feitas por ele de 2007 a 2017.

Sepulcral – Integrantes do PSL evitaram comentar o assunto nos grupos de WhatsApp.

Vida real – A reunião de líderes de partidos que ocupam a Câmara, nessa terça-feira (14), teve momentos de tensão. Dirigentes de siglas de centro e centro-direita deixaram claro que, enquanto o achincalhe nas redes sociais não cessar, eles não estão dispostos a votar medidas provisórias.

Vai fundo! – O líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO) teria replicado, segundo relatos: “Deixa a MP caducar e aí nomeamos mais 20 generais”. Como as alas militar e olavista do governo estão em pé de guerra, a tese foi alvo de ironias.

Vai… – Integrantes da comissão especial que analisa a reforma da Previdência buscam alternativa à exclusão de servidores estaduais da proposta, como deseja parte substancial do Congresso. O remédio seria amargo.

…ou racha – Uma das ideias é dar prazo para governadores aprovarem reformas nas assembleias locais. Os que não cumprirem seriam “negativados” – impedidos de receber verba federal. Presidente da comissão, Marcelo Ramos (PR-AM) defende a tese.

Panela de pressão – A convocação do titular do Ministério da Educação (MEC) ao plenário da Câmara na véspera da mobilização contra a política educacional de Bolsonaro, nesta quarta-feira (15), foi um duro golpe no governo. Deputados do PSL treinaram perguntas e respostas com o ministro Abraham Weintraub. Tentam evitar uma explosão.

Dar as mãos – O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) espera que os 4,5 milhões de servidores das escolas públicas de ensino fundamental e médio parem nesta quarta.

Quem somos – A União Nacional dos Estudantes (UNE) pediu que as pessoas que aderirem à manifestação saiam às ruas com livros e camisetas dos cursos, além de fardas e jalecos. No Ministério da Justiça, há preocupação de que os protestos sejam violentos. A orientação dos organizadores é de que os atos sejam realizados pacificamente.

Visita à Folha – Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, visitou a Folha nessa terça-feira (14), onde foi recebido em almoço, a convite do jornal. Estava acompanhado de Maurício Costa de Moura, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania, e Mauro Zanatta, assessor de comunicação.

TIROTEIO

“Consertar o déficit com essa violência, quando o PIB já está desacelerando, é matar a economia.”

Da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), sobre a revisão para baixo do PIB acompanhada da previsão de novos contingenciamentos no governo

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