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O mestre mandou?

A interferência de Jair Bolsonaro em órgãos como a Receita, o Coaf e a Polícia Federal e a relutância dele em definir o que vai fazer com o projeto ...

Em entrevista ao jornal "O Globo", publicada nesta terça-feira (30), ele disse não estar preocupado com a sucessão presidencial de 2022

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A interferência de Jair Bolsonaro em órgãos como a Receita, o Coaf e a Polícia Federal e a relutância dele em definir o que vai fazer com o projeto que pune o abuso de autoridade abriram caminho a uma onda de contestações sobre os métodos do Presidente dentro do PSL. Em reunião tensa, na terça-feira (20), uma ala do partido se queixou das medidas, avisou que não está suportando as críticas de seguidores nas redes sociais e ameaçou contrariar indicações do governo em votações no Congresso.

Divã – Deputados do partido de Bolsonaro, como Luiz Philipe de Orleans e Bragança (PSL-SP), disseram que não votariam mais com o governo caso discordassem de sua posição e pediram ao líder Delegado Waldir (GO) que sempre reúna a bancada para deliberação interna antes de orientar os votos em plenário.

O lado dele – Em paralelo, deputados do PSL têm dito que, se Bolsonaro dedicasse ao pacote anticrime o mesmo esforço que tem feito para salvar Flavio Bolsonaro (RJ) de acusações na Justiça e para indicar o 03, Eduardo, embaixador nos EUA, o projeto já teria sido aprovado.

Meia palavra basta – O presidente do Supremo, Dias Toffoli, fez uma defesa enfática da preservação das instituições no jantar que teve com a bancada do PSL. Segundo relatos, o ministro disse que os Poderes devem agir em favor do povo – e não criar celeuma.

Meia palavra basta II – Vários integrantes do partido de Bolsonaro estimularam – e estimulam – marchas contra o Supremo e o próprio Congresso.

Todos por um? – Cresce no MDB a ideia de construir uma chapa única, encabeçada pelo deputado Baleia Rossi (SP), para presidir o partido. Haverá eleição da nova cúpula em outubro. O atual presidente da legenda, Romero Jucá (RR), é um dos que apoia a ideia.

Quatro ventos – O deputado estadual Campos Machado (PTB-SP) enviou cartas a líderes de bancadas e presidentes de assembleias legislativas de todo o País contra o projeto encampado em São Paulo por Janaina Paschoal que permite à gestante optar pela cesária sem orientação médica.

Quatro ventos II – As cartas têm pareceres de especialistas contra a proposta. Machado diz que há um movimento do PSL para tentar exportar o projeto de Janaina para outros estados do País. “Querem criar a indústria da cesárea”, disse.

Miopia – Mesmo debaixo de forte contestação nos três poderes, a cúpula do fisco enviou um e-mail, no início da semana, com uma lista de exigências a Marcos Cintra. Interlocutores do secretário da Receita interpretaram a carta como uma tentativa do grupo de ganhar poder em meio à crise.

Miopia II – Os chefes da Receita querem absorver atribuições que eram do colega João Paulo Fachada, exonerado na segunda-feira (19), e pregam que as áreas de fiscalização e inteligência sejam unificadas. A lista incluiria o compromisso de que Cintra não trocará o comando da Receita no Rio, um pedido de Bolsonaro.

Miopia III – A missiva foi enviada pelo subsecretário de Tributação, Luiz Fernando Nunes. Embora tenha tentado evitar tom de motim, dizendo não se tratar de um emparedamento, a mensagem não caiu bem.

Teleguiado – Aliados de Aécio Neves (PSDB-MG) viram a margem larga de vitória do deputado mineiro contra ala que queria expulsá-lo sumariamente do partido como um recado ao governador João Doria de que a sigla não vai se dobrar às estratégias dele.

Suor e lágrimas – Aécio acompanhou a votação. Durante as deliberações, uma funcionária que serve café na sede do partido o puxou num canto e, aos prantos, disse lamentar o que estava havendo.

Vapt-vupt – Diante da certeza de derrota, aliados de Doria tentaram adiar a votação, alegando que precisariam de tempo para analisar a segunda peça contra Aécio que fora levada ao colegiado. Celso Sabino (PSDB-PA), relator do caso, reagiu. Disse que, se lhe dessem um computador e meia hora, encerrava a questão.

Menos um – O Podemos decidiu decidiu tirar Romario (RJ) e pôr Marcos do Val (ES) na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Val já disse ser contra a indicação de Eduardo à embaixada nos EUA.

Tiroteio
“O Brasil tem muito a perder. O discurso contra o meio ambiente pode trazer consequências ruins até para o agronegócio.”

Do senador Eduardo Braga (MDB-AM), sobre as críticas de diferentes países e especialistas à retórica bolsonarista direcionada à área.

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