Nem alguns dos aliados mais próximos do Planalto estão dispostos a defender na íntegra o recém-lançado Programa Verde Amarelo.
A previsão é a de que ele passe por uma “lipoaspiração” no Congresso. Parlamentares avaliam que, para alavancar o emprego, o governo acabou lançando mão de medidas indefensáveis, como a taxação do seguro-desemprego, maculando um conjunto ações que deveria figurar como a “boa notícia do fim de ano” de Jair Bolsonaro.
Letra miúda
As novidades inseridas no programa destoam tanto do que havia sido prometido por Paulo Guedes (Economia) que parlamentares desconfiam de que nem o ministro, nem o próprio presidente tenham se inteirado dos detalhes do pacote antes do lançamento.
Gato escaldado
O Congresso reagiu tão mal a alguns pontos do programa que parlamentares creditam a isso o atraso no envio da reforma administrativa, cuja apresentação foi adiada duas vezes. Bolsonaro teria avisado à equipe econômica que olharia com lupa a nova proposta para evitar surpresas.
A mão que afaga…
O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse que são injustas as críticas do governo à chamada PEC paralela, elaborada por ele para complementar as mudanças já aprovadas na aposentadoria.
… é a mesma que apedreja
Na votação da última terça (19), os senadores abrandaram por cinco anos as regras para calcular os benefícios, o que sacrificaria R$ 20 bilhões dos R$ 800 bilhões que o governo prevê economizar.
Veja bem
Tasso diz que o prazo de cinco anos não gerou uma desidratação perene e que, por outro lado, sua proposta abre espaço a uma economia de R$ 350 bilhões ao prever a adesão de estados e municípios às novas regras, além de outras receitas.
Quem pisca?
O encontro do ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) com líderes de partidos de centro da Câmara não aplacou a desconfiança do grupo com a capacidade do governo de arcar com os compromissos que assumiu em nome da aprovação da reforma da Previdência.
Já vimos esse filme
Ao contrário. Ramos chegou a discutir com o líder do PRB e agora é acusado de agir para dividir o chamado centrão.
Cara a cara
Deputados do PSOL tentam promover uma acareação entre Sergio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e Gustavo Bebianno. Por que? Querem esclarecer as diferentes versões sobre a negociação que culminou com a ida do ex-juiz para o Ministério da Justiça.
Cara a cara 2
A ofensiva do PSOL se dá em duas comissões: a de Constituição e Justiça e a de Trabalho, Administração e Serviço Público. Talíria Petrone (PSOL-RJ), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Glauber Braga (PSOL-RJ) e Sâmia Bomfim assinam os pedidos.
Sua turma
A defesa de Lula reivindica que a Justiça aguarde manifestação de autoridades francesas sobre a compra de caças aéreos antes de dar seguimento à investigação do caso. O petista salienta que não recebeu respostas de testemunhas daquele país e que cabe ao Ministério da Justiça, de Moro, fazer valer a cooperação entre os dois países.
Jogo de empurra
“O que não pode acontecer é que o peticionário [Lula] seja prejudicado pela inércia e/ou ineficiência dos órgãos estatais competentes para implementar a cooperação internacional”, dizem os advogados em petição.
Parte que me cabe
Eduardo Bolsonaro quer comandar a fundação que será vinculada ao Aliança pelo Brasil, partido que será criado por seu pai. Ele defende um instituto nos moldes do “Heritage Foundation”.
Parte que me cabe 2
“A ideia seria começar a trabalhar agora o candidato, para que ele saiba defender os princípios conservadores do partido”, explicou o deputado. Ao Painel, Eduardo disse ainda que não tem pretensão de presidir diretórios da nova legenda.
Garoto propaganda
O filho número 03 quer rodar o país com a “mensagem” da nova legenda. O Aliança deve circular na segunda (25) peças publicitárias com orientações a apoiadores da criação da sigla.
Tiroteio
“Aluno aprende mais quando há boa relação com o professor. A medida pode reduzir os já baixos níveis de aprendizagem”.