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Tiro ao alvo

A atuação do chefe da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, Deltan Dallagnol, deve ser alvo de nova discussão no Conselho Nacional do Ministério ...

Última atualização

A atuação do chefe da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, Deltan Dallagnol, deve ser alvo de nova discussão no Conselho Nacional do Ministério Público, nesta terça (10).

A expectativa no órgão é a de que o corregedor Orlando Rochadel libere seu entendimento a respeito de recurso de Renan Calheiros (MDB-AL) contra o procurador. Não há expectativa de que o CNMP acolha pedido de suspensão de Dallagnol, mas há, sim, chances de que um terceiro processo disciplinar seja aberto contra ele.

Verão passado – O emedebista acusa Deltan de ter usado suas redes sociais para atacá-lo e influenciar a eleição de presidente do Senado.

Xadrez – O CNMP virou palco de forte queda de braço. Se de um lado há entusiastas de uma punição, do outro, aliados do chefe da força-tarefa de Curitiba também se movimentam. A indicação de Luciano Nunes Maia ao colegiado, já aprovada pelo Senado, não foi encaminhada pelo Ministério da Justiça, sob a alçada de Sergio Moro.

Árvore genealógica – Maia é parente do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Napoleão Maia, um crítico dos métodos da Lava Jato –dos quais ele próprio já foi alvo.

Arte da guerra – Indicado por Jair Bolsonaro para suceder Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras convidou a procuradora Thamea Danelon para integrar sua equipe, segundo aliados. O movimento deixa claro que o escolhido do presidente tenta diminuir a resistência interna.

Arte da guerra 2 – Danelon chegou a coordenar a Lava Jato em SP. Ela aparece em conversas reveladas pelo The Intercept Brasil como aliada de Deltan Dallagnol e, recentemente, defendeu que o próximo procurador-geral fosse escolhido dentro da lista tríplice que Bolsonaro ignorou.

Vigiai – Já o convite de Aras a Eitel Santiago para a secretaria-geral do Ministério Público intrigou membros da carreira. A escolha foi vista como “sintoma de aparelhamento”. Eitel é procurador aposentado e foi candidato a deputado ano passado pelo PP.

Vigiai 2 – Há quem defenda Eitel, dizendo que ele fez bom mandato no Conselho Superior do MPF e como corregedor. Mesmo esses reconhecem que os problemas administrativos são muitos e, por isso, também preveem dificuldades para ele no novo posto.

Passa para cá – A defesa do ex-presidente Lula recorreu de decisão em que o ministro Edson Fachin, do STF, rejeitou o compartilhamento das mensagens obtidas pela Polícia Federal com o suspeito de hackear procuradores e outras autoridades.

Recordar é viver – No agravo, os advogados do ex-presidente citam reportagem publicada pela Folha em parceria com o The Intercept, no domingo (8). O texto mostrou que diálogos mantidos em sigilo pela Lava Jato colocam em xeque o entendimento que levou o então juiz Sergio Moro a divulgar grampos do petista com Dilma Rousseff.

Recordar é viver 2 – O lance foi determinante para a derrocada de Dilma, que, na época, ameaçada de impeachment, tentava nomear Lula ministro da Casa Civil. O caso deve ser apreciado pela Segunda Turma.

Tem alguém aí? – Contratantes de transporte rodoviário reclamam do silêncio do governo sobre a tabela do frete. A linha está cortada há duas semanas, antes de o Supremo suspender julgamento provocado pelo setor privado.

Na boleia – Os donos de cargas se incomodaram com a avaliação do ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) sobre a saída para a crise dos caminhoneiros –ele disse que a volta do crescimento dissolverá insatisfações.

Na boleia 2 – O setor privado calcula, porém, que junto com o PIB crescerá a compra de caminhões novos, aumentando a frota e deprimindo preços do frete. A solução, articulada com a Anfavea, é estimular a retirada de caminhões velhos das estradas.

É o cara – Secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, já articula todas as pautas importantes da Economia no Congresso. Trabalhou pela MP da Liberdade Econômica e abre frentes para o pacto federativo e a reforma tributária.

TIROTEIO

“As manifestações mostram a Augusto Aras que não impõe liderança e confiança quem desdenha da própria casa.”

Do procurador Blal Dalloul, terceiro colocado na lista tríplice, sobre a indicação de novo procurador-geral fora da seleção do MPF.

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