O candidato a governador Lorenzo Pazolini (Rep) reuniu aliados e voou ontem para Brasília. Entre outras agendas, encontrou-se com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e o governador reeleito de São Paulo Tarcísio de Freitas (Rep). Gravou vídeo com ambos. Flávio entra na campanha de Pazolini reafirmando que o candidato apoiado por ele é o ex-prefeito.
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Pela primeira vez em toda a campanha, Pazolini começa a tremular a bandeira bolsonarista com total afinco, depois de perceber que o espectro ideológico ajudou a impulsionar seu desempenho nas urnas no último domingo.
Neste segundo turno, será comum ver mais material casado estampando os rostos de Flávio e Pazolini, além de mais declarações do republicano em defesa do presidenciável.
A ida a Brasília, acompanhado do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, também teve como objetivo ver de perto o anúncio oficial do apoio do partido, presidido nacionalmente pelo capixaba Marcos Pereira, à campanha de Flávio.
Quais serão os espaços?
Lideranças do PL, sob reserva, já se perguntam o que o partido ganhará em um eventual governo de Lorenzo Pazolini.
Qual espaço terá a legenda de Magno Malta na gestão do republicano? Maguinha Malta poderá participar, em algum nível? Durante sua passagem pela Prefeitura de Vitória, Pazolini não costumou fazer esse tipo de acordo.
Agora, porém, o jogo muda.
Os próprios filiados garantem: o partido não aceitará secretaria de pequeno porte.
Vendo copo meio cheio
Embora o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, não tenha se sagrado deputado federal, enquanto presidente da legenda, conseguiu eleger dois deputados estaduais (Pablo Muribeca e Davi Esmael), um deputado federal (Coronel Ramalho), um senador (Evair de Melo) e pode eleger, a depender dos resultados registrados pelas urnas no dia 25, um governador do Estado (Lorenzo Pazolini).
Abre caminho para uma possível secretaria?
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Pode ser interlocutor
A expectativa nos bastidores políticos é de que o senador eleito Renato Casagrande (PSB) possa intermediar possível diálogo entre Helder Salomão e Ricardo Ferraço (MDB).
Avaliação interna é de que os votos não devem migrar para a candidatura bolsonarista de Pazolini.
Antes de qualquer tipo de decisão, porém, será preciso estudar uma forma de não afastar o voto da direita mais “moderada” de Ricardo, caso o eleitorado de Helder abrace o emedebista.
Problema para resolver no segundo turno
Uma das principais estratégias do candidato Ricardo Ferraço (MDB) durante o primeiro turno, era usar a boa avaliação dos prefeitos da Grande Vitória e os resultados do trabalho em conjunto para obter bons resultados na região.
Entretanto, a eleição demonstrou que prefeitos como Arnaldinho Borgo (PSDB), Euclério Sampaio (MDB), Weverson Meireles (PDT), Wanderson Bueno (Pode) e Rodrigo Borges (sem partido) não conseguiram fazer a transferência de votos.
É algo que vão trabalhar para mudar na segunda rodada.
Diretamente de Brasília
O presidente estadual do PT e deputado federal eleito, João Coser, esteve ao lado de Helder Salomão (PT) ontem em Brasília para uma reunião com o presidente Lula (PT).
O encontro serviu para traçar as estratégias do partido para ajudar a reeleger o Presidente no 2º turno.
Diretamente de Brasília II
Mais uma vez, com algumas das principais lideranças do PT capixaba participando da reunião, demonstram que a prioridade número um é reeleger Lula.
Qualquer debate sobre o 2º turno no Estado ficará, por ora, em segundo plano.
Ao que tudo indica, as próprias lideranças locais da federação decidirão o que fazer por aqui.
Atenção, eleitores…
Duas pesquisas de grandes institutos nacionais serão publicadas hoje. Serão as primeiras para o cenário referente à disputa presidencial, que tem Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa.
Em uma delas, foram ouvidos 2.520 eleitores. Em outra, 3 mil pessoas.