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A doença que suja o amor

Sífilis é uma patologia contagiosa bastante antiga, também conhecida como lues, que significa pestilência. Enfermidade de distribuição mundial, a ...

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Sífilis é uma patologia contagiosa bastante antiga, também conhecida como lues, que significa pestilência. Enfermidade de distribuição mundial, a sífilis mimetiza várias doenças.

Com sintomas específicos, intercalados por períodos latentes, seu quadro requer atenção e cuidado.

De acordo com o estágio da infecção, a lues apresenta-se de várias formas.

Sífilis primária é a que ocorre no início do processo infeccioso. Cerca de quatro dias depois do contágio, formam-se feridas indolores no local da infecção, normalmente na região genital. Não sendo possível observar outros sintomas, ela pode passar despercebida, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. O cancro desaparece após 10 dias, mesmo sem tratamento. Neste estágio a bactéria torna-se inativa.

Sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Surge vermelhidão pelo corpo, coceira, aparecimento de íngua nas axilas e no pescoço. Dores musculares, febre e dificuldade para deglutir também podem aparecer. Estes sintomas desaparecem depois de duas semanas.

Nesta fase a doença ainda é transmissível, caso haja contato. Esta é a sífilis mais difícil de ser detectada. Durante esse período surgem sintomas nos olhos, cérebro, coração, juntas e até mesmo no sistema nervoso, gerando dor de cabeça e epilepsia, tornando o diagnóstico complicado.

Sífilis latente corresponde a uma fase inativa da doença, momento em que não existem sintomas. Este estágio pode perdurar por muito tempo, sem manifestações sintomáticas. A doença pode não mais se manifestar, ou evoluir para o próximo estágio, conhecido como terciário.

Sífilis também pode ser congênita. Nela, a mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, ou na hora do parto.

A maioria dos bebês que nasce infectado apresenta sintomas discretos, como rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Posteriormente a criança pode desenvolver sintomas graves, como surdez e deformidades nos dentes.

Sífilis é transmitida via contato sexual, penetrando no corpo por meio de pequenos cortes na pele ou mucosa.

Apesar de ser contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente, raramente a sífilis é transmitida pelo beijo.

Vários exames são usados para o diagnóstico da sífilis, como VDRL, FTA-ABS e punção lombar.
O VDRL visa identificar anticorpos. Enquanto a bactéria estiver instalada no organismo, eles permanecem no sangue por muitos anos.

Em função disso, o exame pode ser feito também para diagnosticar infecções antigas, cuja transmissão ocorreu há muito tempo. A vantagem do VDRL é que ele mostra a doença mesmo quando está inativa.

O FTA-ABS é preparado com proteínas específicas para o Treponema pallidum. É um teste qualitativo e serve apenas para o diagnóstico e não para o acompanhamento da doença.

Costuma-se optar também pela cultura de bactérias, recolhendo amostras de uma secreção expelida por algum ferimento presente no corpo.

Este tipo de teste só pode ser realizado durante os dois primeiros estágios da sífilis, cujos sintomas envolvem o surgimento de feridas. A análise dessas substâncias pode indicar a presença da bactéria no organismo do paciente.

A punção lombar é um procedimento realizado quando existem complicações neurológicas causadas pela sífilis.

O tratamento é realizado à base de penicilina, antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença.

O uso da camisinha e ter relações sexuais seguras são a melhor forma de prevenção.

O amor perdoa todos os pecados, menos aqueles que o maltratam.

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