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A eficiência policial através dos números

Muito se discute, quase sempre de maneira extremamente superficial, a eficiência das forças públicas de segurança em nosso País. O debate traz a ...

rafael fernando de carvalho é major da PM e comandante da 14ª Companhia Independente, na Serra.

Última atualização

Muito se discute, quase sempre de maneira extremamente superficial, a eficiência das forças públicas de segurança em nosso País. O debate traz a reboque questões de formação, qualificação e desvios de conduta, impondo aos agentes da lei, de modo leviano, responsabilidade e improficiência pelas mazelas de uma sociedade marcada por condutas inapropriadas dos seus “cidadãos”, através de imoralidade, desrespeito ou violência.

No entanto, em se tratando da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), ao analisarmos dados estatísticos, percebe-se de maneira inequívoca uma atuação de excelência, convergente para busca pela preservação da ordem pública.

Debruçando-se sobre os dados da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), onde se concentra a maioria esmagadora da população capixaba e registros criminais do Estado, nota-se um desempenho virtuoso da corporação, ainda que na opinião de “policiólogos” e “especialistas em segurança pública”, esta não é a maneira exclusiva ou mais adequada para mensurar a atividade policial.

Afastadas teses superficiais, marcadas pela crítica indiscriminada e meramente destrutiva, o fato é que a atuação da polícia que materializa a sensação de segurança do cidadão é construída através de diversos caminhos, entre eles, a ausência do fato criminoso ou sua redução, bem como prisões e apreensões realizadas após a consumação de eventual ilícito, como forma de restabelecer a ordem pública.

Nesse contexto, alguns números precisam ser apresentados, que corroboram com a afirmação de uma atuação comprometida da polícia ostensiva de nosso Estado.

É notório que, o bem maior de qualquer cidadão é sua própria vida, havendo assim uma precaução precípua por parte dos governos e órgãos de segurança, incluindo a Polícia Militar, com a preservação da vida dos indivíduos.

Dessa forma, no período de janeiro a setembro de 2019, a região metropolitana registrou um decréscimo de 20% do número de homicídios, o que corresponde a 102 vidas salvas e um marco na série histórica. Inúmeros atores e aspectos contribuíram para essa diminuição expressiva, mas não se pode deixar de referenciar a atuação ininterrupta da PMES.

No mesmo período e área de atuação, a Polícia Militar apreendeu 940 armas de fogo, 285.222 unidades de entorpecentes e recuperou 2.267 veículos, graças a mais de 76 mil operações realizadas.

Essas ações preventivas também impactaram diretamente nos Crimes Contra o Patrimônio, notadamente aqueles praticados com emprego de violência.

Assim, os números depõem a favor da mais antiga das instituições do Estado, acarretando uma redução de 35% dos roubos de veículos, 36% dos roubos em residências/condomínios, 9% dos roubos em estabelecimentos comerciais e 9% dos roubos a pessoas.

Afugentado qualquer debate improfícuo sobre a metodologia utilizada para avaliar a (in)eficiência das polícias e sedimentada a certeza da necessidade de manutenção do trabalho para melhoria da segurança, resta no mínimo comprovado o engajamento e dedicação da Polícia Militar do Espírito Santo com a salvaguarda dos cidadãos, fazendo valer o seu slogan institucional: “Policial Militar, herói protetor da sociedade”.

Rafael Fernando de Carvalho é major da PM e comandante da 14ª Companhia Independente, na Serra.

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