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A rotina, os (maus) hábitos e as dores do dia a dia

Não precisa ser atleta para, volta e meia, sofrer uma lesão. A rotina do dia a dia exige esforço até de quem já tem um bom preparo físico. Mais ainda ...

Marcos Robson Alves é médico ortopedista, especialista em ombro e cotovelo

Última atualização

Não precisa ser atleta para, volta e meia, sofrer uma lesão. A rotina do dia a dia exige esforço até de quem já tem um bom preparo físico. Mais ainda de quem é sedentário. Mesmo atividades corriqueiras que não demandam força podem provocar lesões.

Um simples mau jeito ao subir a escada ou descer do ônibus, por exemplo, pode gerar incômodo. Até usar o celular por muito tempo provoca dores.

Luxações, estiramentos, distensões e torções estão entre as principais causas das dores físicas mais comuns causadas no dia a dia. Isso vale para todos, afinal, quem é adepto dos treinos pode sofrer com elas, devido a sobrecargas e inadequações em exercícios, e quem não pratica atividades físicas regularmente torna-se alvo fácil, diante de mínimos esforços.

Uma torção, por exemplo, pode ser provocada ao fazer movimentos bruscos ou pisar de forma errada. A distensão muscular pode ocorrer devido a excesso de esforço, como para levantar um objeto ou trocar um móvel de lugar.

Quedas, que acontecem em qualquer idade e por vários motivos, podem causar rompimento dos ligamentos de joelho, punho, tornozelo e ombro, o que chamamos de estiramento ligamentar, e também fraturas ósseas.

Todas essas situações ocorrem, geralmente, devido a um episódio marcante, um incidente, e levam as pessoas a buscarem orientação de um especialista, para que seja indicado o melhor tratamento, como deve ser. Existem, porém, aquelas dores que persistem no dia a dia, devido a hábitos tão comuns que, muitas vezes, nem são identificados como causadores dos incômodos.

Calçados inadequados, mochilas e bolsas pesadas e movimentos repetitivos podem provocar dores nas costas, nos ombros e nas mãos, por exemplo. Passar horas do dia mexendo no celular, por exemplo, é prejudicial, se, em vez de levar o aparelho à altura dos olhos, a pessoa sempre curvar o pescoço para frente e abaixar a cabeça, para ficar de olho na tela, o que é muito comum.

É o que chamamos de Síndrome do Pescoço de Texto, ou Pescoço Tecnológico, em que as pessoas se queixam de dores ligadas a tensões na nuca, nos braços, no ombro e no pescoço. A postura inadequada gera uma sobrecarga da coluna cervical, e a compressão excessiva das regiões dorsal e frontal do pescoço pode resultar em dores musculares, tendinites, estiramentos e até hérnias de disco.

Acrescente a isso os movimentos repetitivos com as mãos e os dedos. É comum sobrecarregar os polegares, na hora de digitar no celular. Isso pode provocar tendinite. O ideal é alternar, segurando o aparelho com uma mão, por exemplo, e digitando com o dedo indicador da outra.

Outro tipo de dor que afeta bastante as gerações atuais é a dor física que é reflexo de transtornos emocionais. Muitas pessoas sofrem de dor lombar crônica, por exemplo, provocada pelo estresse. A fibromialgia pode ser desencadeada por depressão e ansiedade.

Além do tratamento adequado para cada tipo de dor, existem recomendações básicas para amenizá-las e gerar mais qualidade de vida: manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas regularmente e aproveitar momentos de lazer.
Todas elas contribuem para manter corpo e mente sãos, o que reflete diretamente no alívio de todas as dores.

Marcos Robson Alves é médico ortopedista, especialista em ombro e cotovelo.

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