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Advocacia: a importância para a democracia e a luta pelo bom combate

Em 11 de agosto de 1827 surgem os dois primeiros cursos de Direito do Brasil, simultaneamente, na Faculdade de Direito de Olinda, hoje Universidade ...

Última atualização

 (Foto: Acervo pessoal)Em 11 de agosto de 1827 surgem os dois primeiros cursos de Direito do Brasil, simultaneamente, na Faculdade de Direito de Olinda, hoje Universidade Federal de Pernambuco, e a Faculdade de Direito de São Paulo, hoje parte da USP. Por esse motivo, neste 11 de agosto comemora-se o dia do Advogado, profissional de fundamental importância para uma das conquistas mais caras para nós todos: a democracia.

Democracia esta que nos permite professarmos nossas religiões, nos reunirmos, votarmos e sermos votados, fiscalizarmos os agentes públicos, lutarmos por educação, saúde, entre tantos outros direitos conquistados.

A advocacia é a única profissão que está delineada na Constituição Federal de 1988 dispondo, no seu artigo 133, que o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável
por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.

Em 2017, havia cerca de 1.200 instituições oferecendo cursos de Direito no Brasil, mais do que em todo o resto do mundo somado, com ao todo 1.100 instituições – traduzindo assim, em números a importância da advocacia brasileira.

Nesta toada, aproveitando o ensejo data, é importante lembrar que advogar não é só andar de terno ou tailleur e ser chamado de doutor. Advogar é ser responsável pela vida das pessoas, pelo direito de ir e vir, pela proteção dos direitos fundamentais – notadamente os direitos humanos -, pela proteção do patrimônio, pela divisão correta de bens, pela busca da verdade, pela exigência do cumprimento de seu papel pelos agentes públicos, pelos órgãos públicos.

É combater os abusos, é combater o bom combate, principalmente no campo da ideias.

Advogar é não transigir com violação de prerrogativas, é ser legalista, ou seja, exigir o fiel cumprimento da Lei, é não temer a juízes, promotores, delegados, agentes públicos, sem contudo ultrapassar os limites do respeito.

Advogar é se colocar no lugar do cliente, é respeitar o cliente como a si mesmo, é ser forte, aguerrido. Nas palavras de Ruy Barbosa, o patrono da advocacia, a força do Direito deve superar o direito da força.

Advogar é ser inteligente, estudar, ser ético, disciplinado, competente, corajoso, e acima de tudo honesto. O Advogado tem que ser como a mulher de Cesar: Advogado não basta ser honesto, tem que parecer honesto.

Advogar é amar a advocacia.

Rivelino Amaral é advogado criminalista, professor de Direito Penal e Diretor de Prerrogativas da OAB-ES

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