- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Tribuna Livre

As mulheres e a saúde dos rins

Comemorado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, o Dia Mundial do Rim neste ano apresentou alerta especial para a saúde renal da ...

Última atualização

Comemorado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, o Dia Mundial do Rim neste ano apresentou alerta especial para a saúde renal da mulher. A data, que coincide com o Dia Internacional da Mulher, chama a atenção para dados importantes sobre as doenças renais no sexo feminino.
Segundo dados divulgados pela World Kidney Day, as doenças renais crônicas (DRC) afetam aproximadamente 195 milhões mulheres em todo o mundo, sendo atualmente a oitava principal causa de morte entre o público feminino, com cerca de 600 mil óbitos por ano.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) esse percentual pode aumentar para 30% a 50% em pessoas acima de 65 anos, o que evidencia uma propensão maior de seu aparecimento na velhice.
A doença renal crônica acontece quando os rins já não são capazes de limpar as toxinas e os resíduos do sangue e de realizar plenamente todas as suas funções.
Na sua fase inicial, a doença renal não costuma apresentar muitos sintomas, mas é importante estar atento a alguns sinais que podem servir de alerta. São eles: fraqueza, cansaço, dificuldades para urinar, aumento ou diminuição na quantidade da urina e inchaço no rosto, pernas, pés e cotovelos.

Se não tratadas corretamente, essas patologias podem evoluir para insuficiência renal, que é a perda súbita da capacidade dos rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Quando isso acontece, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do sangue, que pode ficar fora de equilíbrio.
Em muitos casos o diagnóstico precoce e o tratamento da doença nas suas fases iniciais podem ajudar a prevenir que a doença evolua para fases mais avançadas, que inclusive podem demandar o tratamento com hemodiálise ou transplante de rim.
Problemas como obesidade, diabetes e pressão aumentam o risco de contrair patologias nos rins, mas também há outros fatores que facilitam o surgimento de doenças renais crônicas. Dentre elas, destacamos o lúpus e infecção urinária, conhecida como cistite.
Estima-se que cerca de um terço das pessoas com lúpus desenvolvam doenças dos rins e isso se deve ao desequilíbrio na produção de anticorpos responsáveis pela proteína do próprio organismo e causam a inflamação do tecido renal, levando à fibrose e interrupção de seu funcionamento.
A doença renal crônica é considerada uma epidemia silenciosa, por isso são tão importantes a prevenção e a detecção precoce. Manter hábitos de vida saudáveis, como alimentação pobres em açúcar e sódio (sal), consumir mais de dois litros de água por dia e controlar a pressão arterial são algumas medidas essenciais para promover a saúde dos rins.
Também precisa se tornar um hábito a prática de atividades físicas regulares, assim como controlar o peso, evitar o tabagismo e a automedicação (o uso indiscriminado de alguns medicamentos pode oferecer riscos e efeitos adversos para as estruturas renais).
A detecção da DRC é feita por meio do exame de creatinina, que evidencia se o paciente tem alguma disfunção renal.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia também recomenda o controle do diabetes e da pressão arterial. Segundo a instituição, a hipertensão arterial é responsável por 35% dos pacientes em diálise, e o diabetes por 27,5%.

Carlos Henrique Segall é urologista do Centro Capixaba de Oncologia.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.