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Avaliação internacional nas escolas

As avaliações em larga escala são, hoje, um importante recurso disponível para aprofundar as reflexões acerca da qualidade da educação. A busca pelo ...

Alunos desenvolvem competências em sala de aula

Última atualização

As avaliações em larga escala são, hoje, um importante recurso disponível para aprofundar as reflexões acerca da qualidade da educação. A busca pelo ensino de qualidade é causa universal, que convoca a todas as escolas e a todos os que pretendem elevar os padrões de desempenho.

Desde os anos 1990, o Mec/Inep desenvolveu um complexo sistema de avaliação que investiga o sistema de ensino em seus diferentes níveis.

Porém, a escola particular sempre participou como convidada e apenas avaliada em um espaço amostral.

Ainda está em curso, no Brasil, o amadurecimento de um sistema de avaliação cujo eixo seja uma política de Estado à prova das alternâncias de poder próprias das democracias.

Hoje o desafio das escolas está em preparar os alunos para um mundo cada vez mais globalizado, no qual os cidadãos tenham circulação internacional. Já não é suficiente formar as novas gerações para essa ou aquela realidade nacional. Nada mais razoável do que proporcionar-lhes uma trajetória escolar referenciada por padrões internacionais, já testados, consolidados e validados por sucessivas edições, nos mais diferentes países do mundo.

Desde alguns anos a OCDE desenvolveu o Pisa para Escolas (Pisa-S), variante do exame internacionalmente consolidado, que pode vir complementar o diagnóstico já levantando por nossas avaliações nacionais. Dentre os benefícios, cabe mencionar um avanço no que se refere ao uso dos resultados, assegurando que cada escola seja a destinatária exclusiva das informações que lhe dizem respeito.

Outro ponto importante refere-se à forma como se concebe a articulação entre o desempenho e outras variáveis extraescolares. Os relatórios do Pisa-S deixam explícito em que medida cada escola consegue promover desempenho escolar que supere o esperado para o nível socioeconômico de seus alunos.

Cada estabelecimento terá a possibilidade de conhecer o desempenho médio de seus alunos, contrastado com os sistemas educacionais do mundo inteiro. A contextualização nacional e internacional confere aos gestores uma perspectiva bastante ampla, sem, contudo, resvalar em comparação ou confronto entre concorrentes regionais mais próximos e diretos. Ao superar os “rankings”, esse novo olhar contribuirá para ampliar a concepção do que venha a ser um ensino de qualidade e fomentará o amadurecimento da cultura da avaliação.

Para a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e os sindicatos de sua base, convém que a possibilidade de participar de uma avaliação internacional como essa esteja ao alcance do maior número de escolas possível.

Na última semana, a Fenep firmou contrato para trazer ao Brasil uma edição do exame Pisa-S. O exame será aplicado em maio de 2020 a alunos que tenham 15 anos de idade das escolas particulares. Os resultados serão entregues três meses depois. No entanto, independente do desempenho que venha a ser apurado, a circunstância agora gerada marca um novo momento para o ensino privado no país.

É hoje consenso que a qualidade do ensino, tanto no sistema público como nas escolas particulares, é causa de interesse nacional. É universal o empenho de toda a sociedade brasileira em ver avançar as condições e a qualidade da escolaridade oferecida às novas gerações.

Antônio Eugênio Cunha é representante do Sinepe/ES na Fenep e diretor da Casa do Estudante

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