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Bases comunitárias móveis. A verdadeira polícia de proximidade

Um fator preponderante para estimular a confiança, respeito e credibilidade em qualquer relação é a presença física, com demonstração constante de ...

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Um fator preponderante para estimular a confiança, respeito e credibilidade em qualquer relação é a presença física, com demonstração constante de preocupação, cuidado e total atenção.

O processo de democratização brasileiro e a Constituição de 1988 exigiram o surgimento de uma Polícia Militar cidadã, que de fato estivesse ao alcance das pessoas, para o devido socorro e proteção, mas principalmente para que juntas, Comunidade e Polícia Militar, encontrassem as melhores alternativas para o fenômeno social da criminalidade.

No Espírito Santo, ao visitar o passado, década de 1980, deparamo-nos com a Polícia Militar fixada nos bairros, quer seja por intermédio dos destacamentos, quer seja por intermédio dos módulos. Já naquele período buscava-se exatamente a permanência do contingente policial próximo das pessoas, criando-se uma referência positiva e o estabelecimento de vínculos alicerçados na boa convivência pessoal e profissional.

Hoje, não só visitamos o passado, como em respeito às boas práticas, o Governo do Estado está entregando quarenta Bases Comunitárias Móveis, com tecnologia embarcada. Serão distribuídas na Grande Vitória e interior. Esses equipamentos modernos visam levar segurança às Comunidades do Projeto Ocupação Social, bairros que apresentam vulnerabilidades sociais, bem como locais de grande circulação, como os polos comerciais.

É a primeira fase de um projeto consolidado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID, com uma operação de crédito no valor aproximado de R$ 22 milhões. A segunda fase, inserida nesse montante, contemplará a entrega, em 2019, de cinquenta e três outras Bases Comunitárias.

O aporte tecnológico permitirá que as ocorrências sejam registradas nas próprias bases, sem a necessidade do cidadão acionar uma viatura. Nesse sentido, o projeto se fortalece com a liberação das Guarnições Policiais para a realização de operações e policiamento ostensivo.

Trata-se de um planejamento executado por toda a equipe de Governo, num momento muito importante, quando o nosso Espírito Santo registra a menor taxa de homicídios em 29 anos de monitoramento. Também há a queda nos indicadores de crimes contra o patrimônio, e só na Grande Vitória mais de um milhão de pessoas foram abordadas em operações da Polícia Militar.

Saímos da fatídica colocação de segundo estado mais violento do País, quando amargávamos a taxa de 58 mortes, por grupo de 100 mil habitantes, no ano de 2009, para que atualmente, sem nenhum motivo para comemoração, ficássemos longe das unidades da federação mais violentas, com o registro de 28 mortes, por grupo de 100 mil habitantes.

Outros resultados, intrinsicamente ligados à segurança pública, reforçam a consolidação desse importante resultado, senão vejamos: melhor ensino médio do Brasil, primeiro lugar em português e matemática, menor taxa de mortalidade infantil, maior expectativa de vida para maiores de 65 anos e único Estado nota A em contas organizadas.

Trabalhamos e confiamos para que todos os capixabas sejam merecedores das melhores entregas públicas. Esse é o nosso legado, de uma gestão séria e honesta, que visa unicamente ao atendimento à sociedade!

Coronel Alexandre Ofranti Ramalho é comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo

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