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Capacitar é preciso

A economia do Estado do Espirito Santo passa por um momento de forte transformação. Até 2022 estão previstos mais de R$ 60 bilhões de investimentos ...

Última atualização

 (Foto: Divulgação)A economia do Estado do Espirito Santo passa por um momento de forte transformação. Até 2022 estão previstos mais de R$ 60 bilhões de investimentos privados, dos quais 80% estão relacionados aos setores de petróleo e gás, portuário e indústria naval.

São investimentos novos e operacionais de empresas como Petrobras, Shell, Equinor, Petrosynergy, Imetame e Vipetro, além do Estaleiro Jurong Aracruz, a construção dos portos da Imetame e do Porto Central, e a expansão do Portocel.

Adiciona-se a isso a chegada ao Estado das novas operadoras do segmento de petróleo e gás, que venceram os leilões em 2017 e que devem iniciar suas atividades exploratórias em breve, entre elas Exxon Mobil, Repsol, Cnooc, Bertek e Ubuntu.

Temos, ainda, a Vale com suas oito usinas pelotizadoras em plena operação, com constantes investimentos em modernização, produzindo e exportando mais de 30 milhões de tonelada por ano de pelotas de minério de ferro.

A ArcelorMittal Tubarão, reconhecida mundialmente pela competitividade de seus produtos siderúrgicos, investirá numa nova coqueria, nas melhorias ambientais, na reforma do Alto Forno 2 e na máquina de lingotamento contínuo 2.

Haverá melhorias na Fibria, que trabalha há anos a plena carga, servindo de referência no setor de celulose mundial. E para 2019 é esperado o retorno da Samarco, responsável por cerca de 5% do PIB capixaba, com geração superior a 10 mil empregos diretos e indiretos no Estado.

A cadeia de fornecedores locais se desenvolveu, com base nas oportunidades que foram dadas pelos grandes investidores, em especial dos setores de siderurgia, mineração e celulose.

As empresas capixabas prestam serviços em todos os estados brasileiros, com investimentos ou operações de plantas desses setores, faturando R$ 8 bilhões por ano — mais de 70% em exportação de bens e serviços — e contribuindo para a melhoria do ambiente de negócios no Estado.

Essas empresas investem em tecnologia, equipamentos e pessoas, que servem de sustentação para alcançar bons resultados. Entretanto, as novas demandas dos investidores, em especial as que visam redução de custos para que se mantenham no mercado, exigem que todo o arranjo produtivo esteja atento às novas tecnologias e inovação.

Deve-se acrescentar, em especial, o setor de petróleo e gás. O Brasil é o 10º maior produtor do mundo, com 3.200 mil barris de petróleo por dia, sendo 90% produzido no mar, em águas profundas, por meio de plataformas flutuantes. O Espirito Santo é o 2º maior produtor do País, com cerca de 15% do total.

Para tirar proveito dessas oportunidades, as empresas precisam adquirir conhecimentos. Dentro deste contexto, o Sindifer e o Cdmec, com apoio de Findes/Senai, Governo do Estado/Sedes e entidades, realizam a 11ª edição da MEC SHOW e da ES OIL & GÁS, de amanhã até quinta-feira, no Pavilhão de Carapina.

Na pauta, novas tecnologias, demandas tecnológicas, exposição de novos equipamentos e soluções inovadoras, palestras e cursos que visam capacitar empresários, executivos, trabalhadores, professores e alunos, numa perfeita interação empresa-academia-governo.

Esse movimento aposta no “juntos vamos mais longe”, mas precisamos ser competitivos, ganhar negócios que tragam melhoria de qualidade de vida para todos.

Durval Vieira de Freitas é presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (Cdmec) e coordenador do Fórum Capixaba de Petróleo & Gás.

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