
Criado nos Estados Unidos, em 2005, o coworking surgiu no Brasil três anos depois, tornando-se uma alternativa segura para aqueles que não querem investir em um escritório tradicional, mas também não querem fazer home office.
Traduzido ao português como “co-trabalho”, o modelo se baseia no compartilhamento do ambiente e de recursos, reunindo pessoas que trabalham não necessariamente na mesma área de atuação ou empresa.
Localizados em 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, os coworkings faturaram, juntos, um valor estimado de R$ 127 milhões em 2017. Para se ter uma ideia da expansão desse mercado, de 2016 para 2018 triplicou o número de coworkings no País – passou de 378 unidades para 1.194, conforme o levantamento Censo Coworking Brasil 2018. O Espírito Santo conta com 21 coworkings, dos quais 14 situados em Vitória.
O fato é que os ambientes corporativos vêm sofrendo mudanças significativas no mundo no decorrer dos últimos anos, transformando a experiência de trabalho de muitos profissionais. Uma novidade nesse sentido é o coworking segmentado.
Com o dinamismo desse mercado, espaços de nicho começam a ganhar cada vez mais expressividade. Conforme o Censo, um em cada quatro coworking no Brasil é do tipo temático, concentrando no mesmo endereço profissionais, serviços e recursos de um único segmento.
Na visão de gestores, a formação de redes de contatos na mesma área de atuação e a troca de conhecimentos sobre interesses comuns estão entre os atrativos desse modelo de negócio.
Essa opção acaba sendo muito interessante para aqueles que saíram da faculdade e estão em processo de definição do perfil a ser seguido, por exemplo.
Seguindo essa tendência, chega ao Espírito Santo, um novo conceito de coworking exclusivo a profissionais da área de saúde, com consultórios prontos para as variadas especialidades, certificados pela Vigilância Sanitária.
Ao utilizar a estrutura de coworking, o profissional de saúde se dedica de maneira integral as suas consultas, deixando toda a gestão do espaço com o administrador.
Esse modelo de negócio custa ao profissional apenas a tarifa referente ao tempo que utiliza toda a infraestrutura disponível (consultório, assistentes, recursos administrativos, sistemas de informação, salas de reunião entre outros), sem cobranças adicionais.
Não há participação sobre o preço da consulta ou procedimento, nem interferência no valor cobrado dos pacientes.
Além disso, o profissional tem todo o suporte de que precisa, como sistemas de agendamento on-line, confirmação de consultas, gestão e relacionamento com o cliente por telefone, internet e redes sociais, segurança e manutenção do espaço.
Na área da saúde, é muito comum profissionais com necessidade de atender em mais de um local. Então, por que alugar um imóvel no qual se pagará pelo mês inteiro, quando se pode pagar apenas quando o utilizar?
Amós Souza é empresário