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Norte do Estado reforça a sua importância econômica

Não é de hoje que sabemos o quanto o Norte do Espírito Santo é importante para a nossa economia. As terras, cheias de história e cultura, também são ...

Gustavo Barbeitos

Última atualização

Gustavo Barbeitos (Foto: Arquivo Pessoal)Não é de hoje que sabemos o quanto o Norte do Espírito Santo é importante para a nossa economia. As terras, cheias de história e cultura, também são terras repletas de café – Jaguaré produz cerca de 2 bilhões de quilos do grão ao ano –, pimenta-do-reino – São Mateus é o maior produtor entre os municípios capixabas –, mamão – Linhares é conhecida como a capital nacional de exportação da fruta –, entre outros produtos.

A consequência disso tudo? Investimentos crescentes e municípios gerando cada vez mais emprego e renda.

Não bastasse a região está na área de abrangência da Superintendência para Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que prevê incentivos fiscais federais para implantação de novos investimentos. A área conta também com a atuação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que oferece várias linhas de financiamento.

A mesma Linhares do mamão, por exemplo, tem uma diversidade infinita de outras fábricas, dos mais variados produtos e investidores. A WEG, instalada desde 2011 no município, comunicou recentemente a inauguração de sua nova fábrica de motores elétricos por lá.

O projeto, originalmente anunciado em agosto de 2009, contempla investimentos de R$ 186 milhões e geração de mil empregos diretos.

Uma das maiores exportadoras de água do coco do Brasil, a Ducoco, a partir de sua produção em Linhares, transfere seus produtos aos centros de distribuição, que encaminham aos pontos de venda de todo Brasil.

Sem falar em outras gigantes que ocupam a cidade: a D2D Motors, de veículos esportivos; a Brametal, uma das maiores fábricas do mundo de estruturas metálicas para geração e transmissão de energia e telecomunicações; a Randon, maior fabricante de reboques da América Latina; e a Cacique, produtora de café solúvel com negócios em diversos países.

São Mateus também não deixa a desejar, e ganhará um novo porto. Depois de três anos de revisão de projeto, busca por novos investidores e acerto com as documentações, a Petrocity dará início para a instalação do Centro Portuário de São Mateus (CPSM), com um investimento total de R$ 3,1 bilhões.

Entre os parceiros, a Odebrecht, responsável pelas obras, e a Stalker Engenharia, do Paraná. A previsão é de que o complexo seja inaugurado no final de 2021 com geração de mais de 3 mil empregos diretos na operação.

A Oxford Porcelanas, maior fabricante de porcelana e cerâmica da América do Sul, inaugurou sua primeira fábrica fora de Santa Catarina no município, em 2016. Naquele ano, a empresa já tinha gerado cerca de 350 empregos localmente.

E onde tem renda e emprego, tem que ter casa para os trabalhadores morarem com suas famílias. Esse tanto de investimento tem feito outro mercado se expandir na região: o mercado imobiliário.

Junta-se isso a redução das incertezas após a eleição, mais uma nova equipe econômica no Congresso, que sabe das necessidades do País e do potencial do setor imobiliário de criar empregos, e temos aí um resultado final com cara de recomeço para todos.

Há lançamentos de qualidade e com infraestrutura completa previstos para a própria São Mateus e a Ilha de Guriri. O ano de 2019 parece que vai ser melhor para o mercado imobiliário do País e, no Estado, o Norte reforça a sua importância e já vem puxando essa onda.

Gustavo Barbeitos é empresário e engenheiro civil.

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