- Vitória, ES 27°C

Vitória 27°C

Anúncio
Tribuna Livre

O exemplo de educação do Canadá

Conhecido por todos como a Europa na América do Norte, seja pela extensão do seu território, pela população bilingue ou pelo clima, o Canadá se ...

Última atualização

Conhecido por todos como a Europa na América do Norte, seja pela extensão do seu território, pela população bilingue ou pelo clima, o Canadá se tornou ainda uma outra referência no mundo quando o assunto é educação. Foi o país destaque na mais recente rodada de exames do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e percebemos como temos ainda que desenvolver no Brasil.

Países como Cingapura, Coreia do Sul, Noruega ou Finlândia estão sempre nas primeiras colocações da avaliação na área. Mas a posição do Canadá ao top 10 do relatório Pisa foi a que chamou atenção, visto o desempenho à frente dos Estados Unidos e de países europeus com quem têm laços culturais, como Reino Unido e França. A prova mede o rendimento dos alunos de 15 anos em matemática, ciência e interpretação de texto. O Brasil, num total de 70 nações avaliadas, ficou em 63º lugar.

Em recente encontro com a vice-cônsul e gerente de Desenvolvimento de Negócio, Educação e Indústrias Criativas do Consulado Geral do Canadá, Raphaëlle Lapierre-Houssion, na sede do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES), conseguimos perceber que temos muito o que avançar no Brasil e que o envolvimento de todos é essencial para fazer a diferença.

Em um país que recebe mais de 300 mil imigrantes por ano, Raphaëlle explicou que há uma política pública bem definida na área de educação. Até porque, imaginem, são mais de 300 línguas diferentes em um sistema educacional. O foco é o comprometimento em oferecer igualdade de oportunidades e, assim sendo, fazer com que os imigrantes alcançarem notas tão altas quanto as de seus colegas.

Com professores bem pagos – os salários chegam a R$ 20 mil – e colégios públicos – apenas o ensino superior é pago –, a educação no Canadá é idealizada por cada uma das suas 10 províncias, que são autônomas. Cada uma segue a sua gestão educacional e a autonomia do aluno é estimulada desde cedo.

Em Ontário, por exemplo, os alunos ao completarem 14 anos escolhem as disciplinas que mais lhes interessam e criam sua própria ementa. Eles podem escolher entre diferentes níveis, como os que querem passar em universidades, os que pretendem seguir para o college ou com foco no mercado de trabalho.

E nesse caminho traçado entre a escola e o aluno, a indústria também tem um papel relevante. São anos de investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento, incluindo Inteligência Artificial, em parcerias com gigantes da área de tecnologia. “É uma educação com o nível do desenvolvimento do aluno, mas dentro de uma perspectiva econômica de desenvolvimento da nossa sociedade”, pontuou Raphaëlle.

Assim acredito que seja o futuro da educação: preparar os alunos para enfrentar as adversidades do mercado, deixá-los atuantes e com autonomia para definir seus próximos passos e com um sistema educacional público e privado forte, bem orientado e que orgulhe aos envolvidos.

Moacir Lellis é presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES)

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.