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O mundo e a existência do Ser Supremo

São nossos os problemas do mundo, porém, as opiniões não são todas favoráveis ao bem comum, por conta de possíveis divergências ou falta de bom ...

Sebastião Pereira

Última atualização

São nossos os problemas do mundo, porém, as opiniões não são todas favoráveis ao bem comum, por conta de possíveis divergências ou falta de bom senso.

Há de se convir que não estamos sozinhos. Na estrada do tempo, cada detalhe da trajetória humana é do conhecimento de Deus, presente em todas as eras.

O bem comum, apesar de ter sido projetado lá na remota Criação, encontra-se ao alcance até de gerações a povoarem o futuro mais longínquo; a procissão da humanidade está a atravessar milênios, tendo potenciais divinos à disposição, por conduzir Deus na essência humana como se ela fosse o andor.
O Divino e o humano são inseparáveis. Nem o centro de pesquisas científicas apto a realizar separações microscópicas conseguiria separá-los. Deus é literalmente acessível; não precisamos ver nem tocá-lo, basta sentirmos mediante a ação conjunta do coração e a mente.
Imagine como estaria o mundo se cada humano reconhecesse a presença sensível de Deus na pessoa do outro…
A fé generalizada impossibilitaria guerra, discriminação racial, feminicídio, homofobia, ofensa verbal e a violência física; em desentendimento eventual, prevaleceria a tolerância.
Direcionar crítica para regiões em conflito, havendo desavenças nas esquinas do próprio cotidiano, é incoerência.
Embora a almejada paz no mundo pareça distante da nossa responsabilidade, cabe a nós vivenciarmos na convivência nossa de cada dia, a verdadeira fé. Em desentendimento propício à reação ofensiva, a fé se sobrepõe ao impulso do instinto, ou seja, em vez de esboçarmos uma reação a atingir o semelhante, refletimos: “Deus está presente nele”.
Ao criar o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, Deus visava ao aprimoramento da convivência humana no passar dos tempos.
Quanto mais inserimos a semelhança no nosso jeito de ser, mais refinado será o tratamento dispensado à imagem nas, mais diversas circunstâncias.
Cultivando-se na convivência o amor oriundo de Deus, a consequente paz interior é partilhada na polidez, no respeito, na caridade. Quanto maior o número de homens e mulheres a partilhar paz, maior o poder do amor a mover o mundo em direção a dias melhores.
Mundo perfeito, só na ficção; mas é realista a transformação gradual resultante do aprimoramento humano pautado na semelhança com Deus. Ao utilizarmos potenciais divinos disponíveis na nossa própria essência, construímos a esperança tal qual um mirante para quem já quiser avistar o amanhecer do mundo mais humano, mais divino e feliz.
Em meio ao universo de opções, de que seria do mundo se não existisse Deus, modelo único de perfeição… Do alto de sua sabedoria absoluta, o Ser Supremo aponta para o bem comum e disponibiliza potenciais.
Para dar suporte à Vida, fixou residência no corpo físico do nosso “cada um”, portanto, é incontestável a existência do Ser Supremo comprovada no nosso próprio viver, apesar dos céticos terem dúvida, por não caber no entendimento humano, tamanha veracidade. Duvidar da existência do Ser Supremo é correr o risco de acreditar no surreal: indivíduos sem Vida, a vagarem pelos porões obscuros da total ignorância.

Sebastião Pereira é membro da Academia Mateense de Letras (Amaletras)

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