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O papel da escola e da família

As instituições de ensino não estão devidamente preparadas para lidarem com as questões sociais que refletem diretamente no desenvolvimento ...

Última atualização

As instituições de ensino não estão devidamente preparadas para lidarem com as questões sociais que refletem diretamente no desenvolvimento educacional dos alunos. Afinal qual o papel da escola e da família?

De acordo com a Lei nº 9394/96 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no artigo 2º; a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios ou liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e na qualificação para o trabalho.

Segundo Esther Cristina Pereira, diretora de Ensino Fundamental do Sinepe (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná), a escola inconformada com o que tem recebido das famílias se põe no papel de responsável em educar, perdendo- se o foco em inúmeras vezes no que se refere à formação pedagógica desse indivíduo.

Perde-se muito tempo dando possibilidade para que a criança/adolescente entenda que precisa se colocar no lugar do outro, que respeite seus colegas como deseja ser respeitado, tarefa simples que deveria ter sido feito pela família.

O papel educador, diz Esther, é de responsabilidade da família, para que o papel pedagógico possa ser exercido pela escola com boa qualidade’’.

As instituições brasileiras, sejam elas públicas ou privadas, têm vivenciado diversas questões sociais e psicológicas que refletem diretamente nos comportamentos dos alunos.

A violência autoprovocada ganhou destaque nos últimos anos no ambiente escolar, alunos que se automutilam, provavelmente vitimizados por sofrimento psíquico, muitas vezes são identificados pelos profissionais da educação ou por colegas (estudantes), devido aos cortes que geralmente estão localizados nos pulsos e braços.

Ainda no ambiente escolar observa-se a presença de alunos envolvidos com o uso e tráfico de drogas muitas vezes desmotivados que se utilizam do espaço escolar para intimidar e ameaçar.

Alunos fragilizados emocionalmente que praticam ou são vítimas das práticas de bullying, ocasionando danos emocionais e prejuízos no aprendizado.

Considerando que a escola tem a responsabilidade ainda em promover o pleno desenvolvimento do educando, conforme citado no artigo da Lei acima.

Diante de tantas situações problemas há uma grande dificuldade de se estabelecer uma parceria entre a escola e a família, ocorrendo a ausência da família em contribuir para o desenvolvimento integral dos alunos, deixando de prover os cuidados básicos, como afeto, atenção, segurança física e emocional.

Em contrapartida, as instituições não possibilitam espaços de fortalecimento e reflexão, acerca das questões adversas que atravessam o universo escolar e social.

O escritor e médico psiquiatra Augusto Cury é idealizador do Programa Escola da Inteligência, que visa desenvolver as habilidades emocionais por meio do conhecimento sobre a mente humana e os comportamentos objetivando a melhoria do ensino aprendizagem, da qualidade de vida e do bem-estar psíquico de todos, atores educacionais, professores, alunos e as famílias.

Contudo, é necessário que haja coesão e parceria entre escola e família, só vai existir aprendizado de fato, se as condições físicas, ambientais, sociais e psicológicas, estiverem razoalmente saudáveis a fim de proporcionar o desenvolvimento dos alunos em sua totalidade.

Libna Ferreira Fraga é psicóloga
 

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