Quando se pensa no indivíduo moderno, que imagem vem à cabeça? A internet tem apenas 27 anos, desde que surgiu a World Wide Web. A conexão gerou mudanças radicais no trabalho e no lazer, seja por meio de computadores e celulares, seja por e-mails, arquivos em nuvem, GPS, redes sociais, aplicativos, games e streaming, numa proporção digna da Revolução Industrial.
Antes, não podemos nos esquecer dos nerds. Sim! A era digital redimiu os tímidos de QI alto que eram fanáticos por ficção científica e quadrinhos de heróis. Eles são a prova viva de que os humilhados foram exaltados. Dos programadores a ícones como Bill Gates e Steve Jobs, triunfaram e ganharam uma legião de seguidores.
Inegável, também, o triunfo da saúde. A expectativa de vida aumentou 5,5 anos entre 2000 e 2016 – ainda que a desigualdade na renda e o acesso aos cuidados se traduzem em uma vida mais curta para muitos. Em média, uma criança nascida em 2016 pode viver 72 anos.
O país mais longevo, claro, é o Japão, onde se vive 84 anos. E olha que lá não tem tanta farmácia assim!
Estaria o homem moderno trabalhando por home office e fazendo conferências pelo WhatsApp? Pedindo fast food em um aplicativo e contando as calorias em outro? Fazendo compras online e pagando dívidas pelo internet banking? Seria aquele que vota pelo Facebook e diz “eu te amo” pelo Instagram? Antes de você pular este anúncio de cinco segundos do YouTube, peço que pesquise no Google pelo termo “mecânica quântica”.
Segundo o professor Hélio Couto, vivemos num mundo curioso. Enquanto todo o planeta usa os meios mais avançados de tecnologia, a maioria absoluta não sabe sequer que o átomo existe.
Quando perguntaram ao físico Richard Feymann qual conhecimento ele passaria para uma próxima civilização, caso esta desaparecesse, ele disse: a existência do átomo. Entender como ele é e como funciona o Universo é digno de conhecimento do homem moderno.
A mecânica quântica e seus conceitos de massa, energia, onda, frequência, universos paralelos, supercorda, vácuo quântico, buraco negro e outras dimensões, estão entrando na corrente sanguínea das mentes mais antenadas que buscam significados.
É como se estivessem ouvindo uma estação de rádio AM e mudassem para FM. Tudo fica mais claro e sem interferências da Matrix.
Sabe quando você pensa em um amigo e o mesmo te liga em seguida? Certa vez, sentei em frente ao computador do meu então namorado desejando a senha dele.
E não é que a senha foi “soprada”?! Isso graças a uma onda de informação, acessível a todos. Um livro, mesmo queimado, mantém seu conteúdo. E há relatos de pessoas que conseguem “ler” uma obra sem folheá-la, apenas tocando-a. São infinitas as possibilidades da mecânica quântica.
Para mim, a personificação do homem moderno é o Doutor Estranho, super-herói quântico genial criado pelo roteirista “abduzido” Stan Lee (que os E.Ts o tenham!).
Suas armas são os Mudras (gestos da meditação), as Mandalas de Luz, a Capa de Levitação, o Olho Que Tudo Vê e o Tetragrammaton (Deus). Em um futuro não muito distante, teremos bilhões de Doutores Estranhos. Gratidão, Universo!
Roberta Barreto é jornalista.