
Foi Descarte, em seu livro Discurso do Método, de 1637 que cunhou a frase “Cogito, ergo sum” – Penso, logo sou (popularmente: Penso, logo existo).
Sua ideia central estabelecia a primazia da mente.
Nessa direção podemos estabelecer algumas premissas: São os nossos pensamentos que controlam nossa vida. Que tipos de pensamentos você tem abrigado em sua mente? A mente funciona como uma espécie mega-ultra HD. Se meus pensamentos focam inveja e ciúme, significa que meus comportamentos vão me mostrar ciumento e invejoso. Mas, temos uma boa notícia: nós podemos controlar os pensamentos. Não controlamos a chegada dos pensamentos poluídos. Mas podemos impedir que fiquem e criem comportamentos desviantes.
Toda noção de comportamento começa na mente. A Bíblia diz: “Abençoados são vocês, que puserem em ordem seu mundo interior, com a mente e o coração no lugar certo”. Mateus 5:8(A Mensagem)
Assim, posso mudar minhas direções de vida por mudar a forma como penso. Mas, o fato é que todo comportamento é determinado pelo pensamento. Podemos ter, então, a seguinte perspectiva: pensar > sentir > agir.
Temos uma verdadeira batalha em nossos pensamentos. Muitas vezes sabemos o que é certo e não praticamos. Outras vezes, temos a convicção do errado, e é exatamente o que fazemos. Mas não se sinta tão culpado. Isso aconteceu com o Apóstolo Paulo. Na Carta aos Romanos 7, ele diz:
“Quando quero fazer o bem, não o faço; e o mal que não quero fazer, esse eu acabo fazendo”. Uma batalha espiritual.
Mas esse mesmo Paulo usava uma linda estratégia para não permanecer nessa situação. Adiante, ele diz o que faz: “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês”.
O que ele constantemente fazia era “repensar” suas ações por meio da confissão que leva ao arrependimento –“metanoia”. A mudança da mente. Nova direção no pensar. É por isso que o sábio Salomão já dizia: “Quem esconde os seus pecados (erros) não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”.
Esta é a principal ferramenta para a psicoterapia. Permitir que a pessoa confesse tanto os seus erros verdadeiros como os que pensa que são e se livre do sentimento de culpa. É aqui que a vida saudável começa. De certo modo, o psicólogo atua como um confessor.
Um garoto chega para a mãe e diz que seu estômago está doendo. A mãe fala que é porque o estômago está vazio. E recomenda para ele comer alguma coisa boa e tudo ficará bem. Uma semana depois, o pai chega para a mãe e diz que está com dor de cabeça. O garoto ouve e, de imediato, diz: “Pai, mamãe me disse outro dia que é porque sua cabeça está vazia. Você só precisa botar alguma coisa boa nela e deixará de doer”.
Deixe que entrem e permaneçam em sua cabeça somente os pensamentos bons. E você ficará surpreso como seus comportamentos estarão saudáveis.
Erasmo Vieira é psicólogo e pastor