por: Suzana Villaça
“Quando temos como pacientes crianças, ficamos cheios de compaixão, pois o sofrimento delas comove”
Muitas vezes, movidos pelo coração, abraçamos causas impessoais que nos trazem preciosas lições de vida. Foi isso que aconteceu comigo, ao me juntar com pessoas incríveis, os fundadores da Associação de Combate ao Câncer Infantil (Acacci).
Lá se vão décadas de experiências emocionantes com muito aprendizado, e fazer parte dessa entidade me trouxe momentos de grande aprendizado e maturidade.
A tarefa significativa com essa caminhada insólita tem um cunho de observadora atenta e comprometida com práticas holísticas, nutrindo a esperança de servir.
Fui estimulada com o exercício a divulgar os resultados bem-sucedidos de milhares de pessoas em todo o planeta, portadoras de males físicos, psíquicos, que venceram suas dificuldades conseguindo fonte de força e qualidade de vida.
Mas, quando temos como pacientes crianças, ficamos cheios de compaixão e sutilezas inquietantes, pois o sofrimento delas comove ao mesmo tempo que nos cativa.
Enquanto buscávamos atender aos princípios do bom-senso e praticidade, fomos investindo em esperança e seguindo nossas convicções.
Foi assim que começamos a ter (lá se vão oito anos!) mensalmente uma oficina de ikebanas, arranjos florais de origem oriental que oferecem uma energia de beleza e alegria, flores minúsculas capazes de minimizar conflitos e fortalecer boas vibrações.
Com tudo isso, fomos também levando a ministração do johrei, um modo de levar energias com as mãos, conciliando o exercício da serenidade ao estado de bem-estar.
Fui, através do tempo, reavaliando cada movimento com possibilidades de ampliar esses novos modelos de interação de pacientes e suas famílias sugerindo meditação, ioga e técnicas de relaxamento.
Por um lado, fomos resgatando uma forma dinâmica de criatividade e participação; por outro, foram aderindo pessoas sensíveis as nossas intenções.
Apresentaram-se como voluntárias professoras adeptas desses movimentos holísticos, adeptas sinceras que trouxeram contribuições valiosas.
Ao fazer a abordagem neste artigo, recordo-me das palavras do médico, doutor Bernie Siegel, autor do best-seller “Love, Medicine and Miracles”, afirmando: “O amor incondicional é o mais potente estimulante do sistema imunológico. A verdade é que o amor cura”.
Em geral, muitas das vezes somos atraídos por preconceitos, decretando a dificuldade em refletir como as práticas positivas podem levar-nos ao encontro de modos simples de conseguir superar desafios em nossa vida.
No entanto, fecho aqui meu texto lembrando também que a afiliação religiosa e a participação como membro de uma congregação religiosa beneficiam a saúde, ao promover comportamentos e estilos de vida saudáveis, porque somos todos seres espirituais conscientes de que a vida requer sentimento de solidariedade, pois ninguém está à parte. Todos somos parte da família de Deus: a humanidade.
Na instituição Acacci, o Amor promove a Saúde e a Fé em dias com muita energia de cura e otimismo com relação ao futuro.
Suzana Villaça é voluntária da Acacci desde a fundação
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