O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (1) e anunciou que a secretaria não vai utilizar testes rápidos no inquérito sorológico escolar.
Alunos, professores e demais profissionais da educação serão submetidos a um teste laboratorial, que se mostra mais sensível e específico em apontar a presença de anticorpos para o coronavírus.
“Não vamos utilizar o teste rápido nesse inquérito sorológico. Estamos analisando usar o teste da Architect, da Abbott, que exige a coleta por punção e tem uma complexidade maior”, disse o secretário.
Questionado pelo Tribuna Online sobre o motivo da mudança, o secretário respondeu por meio da assessoria que “trata-se de um teste de sorologia laboratorial para detecção do SARS-COV-2 que tem melhor sensibilidade e maior melhor especificidade no resultado. Ele permite que a coleta do material biológico seja feita numa quantidade que depois possa ser preservada para realização de outros testes se necessário.”
A Abbott , fabricante do teste, informa que estudos em laboratórios de virologia pelo mundo apontam que os resultados mostram-se “confiáveis com especificidade de 99,6% e sensibilidade de 100% para pacientes testados 14 dias após o início dos sintomas”, em comunicado divulgado no site da empresa.
Os detalhes de como será o inquérito sorológico escolar serão apresentados nos próximos dias, segundo o Fernandes. O secretário, porém, adiantou que esse estudo terá muitas diferenças em relação ao inquérito domiciliar.
