Longe das escolas desde o dia 23 de março, quando o governo decretou a suspensão das aulas presenciais no Estado por conta da pandemia do novo coronavírus, alunos da rede estadual têm cumpridos atividades escolares de casa desde abril. Esse aprendizado será medido pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) em uma avaliação em julho.
O secretário estadual da Educação, Vitor de Angelo, deu essa informação na tarde desta quinta-feira (25), durante coletiva de imprensa, transmitida pela internet, na qual anunciou junto com o governador Renato Casagrande, que essas atividades remotas feitas pelos estudantes da rede estadual vão contar como carga horária a partir de quarta-feira (1º).
As atividades são feitas por meio do programa EscoLAR, que compreende entre os recursos disponibiliza aulas por aplicativo de celular, televisão e por apostilas com exercícios impressos entregue nas escolas aos alunos que não têm acesso a tecnologia, conforme o secretário.
As tarefas a distância começaram a ser disponibilizadas em 2 de abril aos alunos. Após mais de três meses da suspensão das aulas, o governo vai retomar o ano letivo a distância através do EscoLAR e ainda em julho, segundo Vitor, os estudantes vão passar por avaliação diagnóstica para saber o que foi aprendido por elas nesse período.
“O que veio antes de julho poderá ser considerado carga horária, depois da avaliação de diagnóstico”, explicou ele.
Já o que não for possível aproveitar, ele ressalta que a Sedu deve preparar um programa extenso de recuperação.
As avaliações para alunos da 1ª até a 5ª série do ensino fundamental serão feitas também de forma online, mas apenas nas escolas depois que elas forem reabertas para que eles tenham o suporte dos professores.
Essa medida também vai valer, de acordo com o secretário, aos estudantes das demais série que por algum motivo não conseguirem fazer a avalição online em julho.
Calendário
O secretário estadual da Educação, Vitor de Angelo, também falou sobre a questão do calendário. Segundo ele, a tendência é que seja pensado um calendário híbrido, com aulas presenciais e remotas. No entanto, isso dependerá do comportamento do vírus no Estado.
“Poderá haver em algumas circunstâncias uma situação em que tenhamos um momento remoto mais perene, porque, afinal, a pandemia pode ter uma segunda onda e as aulas presenciais serem suspensas por um tempo. É importante entender que o governo tem feito um esforço mas a pandemia tem uma dinâmica. Precisamos nos estruturarmos, inclusive, em termos de calendário para ir acompanhando essa dinâmica”, disse ele.
Com esse tipo de calendário, segundo ele, não haveria dificuldade em cumprir as horas exigidas, atualmente 800 horas, porque, de forma remota ou presencial, a carga horaria seria computada. “O que está sujeito ao vírus é se a escola abre ou fecha e não o calendário”, explicou.
Em relação ao fim do ano letivo em dezembro, o secretário informou que isso ainda é uma discussão nacional, uma vez que há debates no Congresso e de outras entidades sobre até mesmo a flexibilização dessa quantidade de 800 horas de aula.