A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cobrou neste sábado (9) mais dados do Butantan para análise do uso emergencial da vacina contra o coronavírus.
O posicionamento da agência reguladora foi feito após concluir a triagem inicial dos documentos submetidos pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz para o uso emergencial da vacina contra a Covid-19.
A checagem é uma conferência feita nas primeiras 24 horas para verificar se as informações essenciais sobre eficácia e resultados clínicos estão no processo para análise de uso emergencial pela equipe técnica da Anvisa.
De acordo com a triagem feita pelos técnicos da Anvisa, o pedido da Fiocruz traz os documentos preliminares e essenciais para a avaliação detalhada da Agência. A partir de agora, a equipe técnica vai se aprofundar na análise dos dados e informações apresentadas.
Já na triagem feita nos documentos do Instituto Butantan, os técnicos da Anvisa verificaram que ainda faltam dados necessários à avaliação da autorização de uso emergencial.
“A partir da triagem, a Anvisa enviou hoje (9) ofício ao Instituto Butantan solicitando a apresentação dos documentos técnicos faltantes, previstos no Guia 42/2020 (Requisitos para submissão de solicitação de autorização temporária de uso emergencial Vacinas – COVID-19), bem como nos regulamentos técnicos da Agência. O recebimento do ofício foi confirmado pelo Butantan às 11h29 de hoje”, disse.
A submissão dos documentos técnicos previstos no Guia é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas.
As equipes técnicas da Anvisa e do Instituto Butantan já realizaram duas reuniões tratar da questão.
O Instituto Butantan e a Fiocruz enviaram na sexta-feira (9) à Anvisa os primeiros pedidos para uso emergencial da vacina contra o novo coronavírus no Brasil.
A primeira solicitação foi feita pelo Instituto Butantan que tem uma parceria com a empresa chinesa Sinovac para produzir a Coronavac. Horas depois, pedido semelhante foi registrado pela Fiocruz, instituto que representa, no Brasil, a vacina de Oxford, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e Universidade de Oxford.
Hoje, tanto a vacina da Fiocruz quanto a do Butantan são tidas como as principais apostas para iniciar a vacinação no Brasil.
